O ex-prefeito de Taubaté Roberto Peixoto, que comandou o município de 2005 a 2012, e a ex-primeira-dama Luciana Peixoto firmaram acordo com o Ministério Público para encerrar uma ação de improbidade administrativa que se arrastava na Justiça desde 2010.
Pelo acordo, já homologado pela Vara da Fazenda Pública, a ex-primeira-dama terá os direitos políticos suspensos por três anos. Já o ex-prefeito não receberá nenhuma punição.
A advogada Roberta Rodrigues da Silva, que representava os réus, disse que aceitou o acordo de não persecução civil oferecido pelo Ministério Público pois, "apesar da defesa ter plena ciência da inocência" de Peixoto e Luciana, isso permitirá "acabar com o desgaste emocional que ambos sofrem ao longo destes anos".
PROCESSO.
No segundo mandato como prefeito, Peixoto nomeou a esposa como diretora do DAS (Departamento de Ação Social). Após o MP apontar que o caso configurava nepotismo, a nomeação foi suspensa pela Justiça, em um primeiro processo.
Posteriormente, no início de 2010, Peixoto nomeou a então primeira-dama como presidente do Fussta (Fundo Social de Solidariedade de Taubaté). Nesse segundo processo, que resultou no acordo, a Promotoria alegou se tratar de uma manobra para que Luciana continuasse a comandar o DAS.
Como provas, o MP apresentou documentos que mostravam que Luciana assinava como "gestora de assistência social" (um cargo que não existia) e Peixoto não havia nomeado nenhum novo diretor para o DAS.