11 de julho de 2026
MISTÉRIO

Caso Marco Aurélio: polícia usa IA e GPS para encontrar corpo de escoteiro no Vale

Por Da redação | São José dos Campos
| Tempo de leitura: 3 min
Reprodução / Arquivo Pessoal
Marco Aurélio em evento de turma de escoteiros de São Paulo

A Polícia Civil usa equipamentos de alta tecnologia para tentar solucionar um dos maiores mistérios do mundo: o desaparecimento do escoteiro Marco Aurélio Simon.

Ele sumiu em 1985 no Pico dos Marins, em Piquete, sem deixar qualquer vestígio. Marco Aurélio tinha 15 anos e participava de uma expedição com escoteiros de São Paulo na montanha do Vale, cujo cume (2.420 metros) é o segundo mais alto do estado de São Paulo. Desde então, o escoteiro nunca mais foi visto na face da Terra.

A investigação foi retomada na segunda-feira (18), com o primeiro dia de escavações nos Marins.

As buscas foram retomadas após novas imagens de um drone tecnológico apontar novos locais com características de covas, onde restos mortais do escoteiro poderiam estar encerrados. Foram mapeados cinco pontos que serão vistoriados ao longo da semana – o trabalho pode exigir uma segunda fase de escavações.

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A operação está a cargo da Delegacia Seccional de Guaratinguetá, que, além de policiais civis da região, conta com peritos do IC (Instituto de Criminalística) do setor de arqueologia de São Paulo e do Corpo de Bombeiros.

Os pontos mapeados pelo drone estão espalhados pela montanha. Um deles fica perto da porteira de entrada da base do Pico dos Marins, local onde os escoteiros passaram em 1985. Os outros quatro estão na área de mata da região.

DRONE

O drone utilizado nos Marins possui tecnologia desenvolvida na Alemanha, incluindo IA (Inteligência Artificial). O trabalho é considerado altamente técnico e tecnológico.

Explicou o delegado responsável por essa nova fase da investigação, Marcelo Cavalcante: “No ano passado, foi realizada uma busca em local determinado objetivando a busca pelo corpo do Marco Aurélio. O que aconteceu de lá para cá foi que uma nova tecnologia foi implementada”.

“Há um drone que usa inteligência artificial e que foi programado para procurar covas mais ossos. Ele subiu e fez um escaneamento da área no Pico dos Marins e identificou cinco pontos que foram detectados, onde poderíamos ter uma cova mais ossos. Foi feito mapeamento de GPS nessas áreas e deflagrada essa nova fase”, diz o delegado.

PERITOS

Segundo ele, peritos do IC e do IML (Instituto Médico Legal) vão se debruçar nessas áreas e realizar um pente fino no material coletado, para verificar se existe alguma maneira de se comprovar o encontro de Marco Aurélio em um desses cinco pontos.

“É um trabalho extremamente demorado e muito técnico. O local precisa ser preparado para que os peritos possam fazer o seu trabalho. O primeiro ponto nós conseguimos terminar [na segunda] e deixar pronto para o IC e o IML iniciar os trabalhos. Eles começaram no final da tarde de ontem.”

Cavalcante disse que a meta é terminar na próxima sexta-feira (22), mas admite que possa ser necessário estender a operação para uma segunda fase até que todos os cinco pontos sejam periciados.

“Não sei como vai ser o desenvolvimento das atividades. Eles usam peneira, roupa própria para a coleta e essa fase de trabalho é muito técnica e muito tecnológica”, afirmou o delegado.