11 de julho de 2026
ESPECIAL

Caso Antony: o futebol não tolera mais casos de violência extracampo

Por Marcos Eduardo Carvalho | São José dos Campos
| Tempo de leitura: 2 min

Além de toda a expectativa voltada para a estreia da Seleção Brasileira nas Eliminatórias da Copa do Mundo, há também um outro assunto que dominou os últimos dias, após a convocação do técnico Fernando Diniz: o comportamento extracampo dos jogadores.

Afinal de contas, certas atitudes, mesmo fora das quatro linhas, parecem não ser mais toleradas. E, convenhamos, jamais deveriam ter sido toleradas. Um exemplo disso é o caso envolvendo o atacante Antony, do Manchester United.

O jogador, de 23 anos, vem encarando acusações graves de sua ex-namorada, que incluem cárcere privado, agressão e até mesmo ameaça de morte, além de assédio. Aliás, ele foi denunciado pela polícia da Inglaterra por esses quatro crimes contra a DJ Gabriela Cavallin.

Mas, ainda não parou por aí, já que, no ano passado, houve mais um episódio de agressão, esse em São Paulo, quando outra menina, Rayssa de Oliveira, estudante de direito, teria sido agredida tanto por ele quanto por Mallu Ohana, ex-namorada de Dudu, o meia-atacante do Palmeiras.

O fato é que Antony, que vive grande momento na carreira profissional, poderá acabar ver tudo isso indo por água abaixo. Atualmente, ele é homem de confiança do técnico holandês Erick Ten Hag, no Manchester United.

No entanto, o clube já vem monitorando também a situação e a tendência é que afaste o jogador nos próximos dias.

BOICOTE DOS JOGADORES.

Aliás, uma reportagem do canal BBC, da Inglaterra, mostra um suposto boicote dos próprios jogadores do Manchester ao brasileiro. No jogo passado, pela Premier League, muitos teriam se recusado até a passar a bola para o brasileiro em campo.

E o atleta, que estava na lista de Fernando Diniz, sonhando com a Copa do Mundo de 2026, foi cortado. Isso é uma resposta da CBF (Confederação Brasileira de Futebol), contra esses casos de intolerância e violência.

Outros casos também recentes mostram que o mundo do futebol não aceita mais essas atitudes. Robinho, condenado por estupro de uma jovem albanesa na Itália, nunca mais conseguiu se firmar em algum clube.

E até o técnico Cuca, também acusado de abuso a uma menina de 13 anos na Suíça, em 1987, teve seu nome ‘cancelado’ no meio futebolístico.