10 de julho de 2026
CRIME

Polícia diz que namorado de médica do Vale assassinada usou drogas e a matou na cama

Por Da redação | São José dos Campos
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Reprodução
Davi Silva e Thallita Fernandes namoravam há cerca de três anos

A Polícia Civil de São José do Rio Preto informou que o caixa de lanchonete Davi Izaque Martins Silva, 26 anos, namorado e principal suspeito do assassinato da médica Thallita da Cruz Fernandes, 28 anos, admitiu ter usado drogas antes do crime. Ele também disse que atacou a vítima enquanto ela dormia.

Natural de Guaratinguetá, a médica foi encontrada morta dentro de uma mala, no apartamento dela, em um bairro nobre de São José do Rio Preto, no dia 18 de agosto. Ela estava nua e com vários ferimentos no rosto. Thallita teria sido morta com cerca de 30 facadas.

O delegado Alceu Lima de Oliveira Júnior, titular da Delegacia de Homicídios de São José do Rio Preto, disse que Davi já havia admitido, no dia da prisão (19 de agosto), ter consumido cocaína.

“Agora ele contou que também usou dois ou três comprimidos de ecstasy e ingeriu cerveja com amigos antes de voltar para o apartamento da Thallita”, afirmou o policial ao site Metrópoles.

Oliveira Júnior também contou que, antes de ser morta, a médica discutiu com o namorado por causa do consumo de drogas dele.

“Ela perguntou ao Davi como ele tinha dinheiro para drogas e bebidas, mas não podia ajudar nas despesas da casa. Foi uma discussão acalorada, mas o casal se entendeu depois, segundo o depoimento dele.”

Após a discussão, ainda segundo as investigações, Thallita foi dormir e Davi para a sala, onde tomou duas cervejas. “A perícia encontrou as embalagens no local”, disse o delegado.

Com a médica na cama, Davi se levantou, foi até a cozinha, pegou a faca e foi para o quarto de Thallita. “Nesse momento, ele atacou Thallita a facadas enquanto ela dormia”, disse o delegado.

Na avaliação da polícia, a médica queria terminar o relacionamento e Davi não concordava, especialmente porque dependia financeiramente dela e não queria abrir mão do padrão de vida que a namorada proporcionava.

“Achei que era um crime passional no início, mas a minha convicção agora é que foi um crime por interesse patrimonial”, disse Oliveira Júnior.

O namorado deixou o apartamento na tarde do dia do crime, após pedir um carro de aplicativo. Ele foi preso no dia seguinte e, inicialmente, havia dito que sofreu um “lapso de memória”.

O crime foi descoberto no sábado, após uma amiga de Thallita receber dela uma mensagem suspeita.

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