Quatro em cada 10 obras previstas pelo novo PAC (Programa de Aceleração do Crescimento) para o Vale do Paraíba serão de retomada de empreendimentos já iniciados e que foram paralisados ou que estão com a conclusão atrasada.
De acordo com dados do governo federal, que lançou o novo PAC há duas semanas, a RMVale tem previsão de receber 60 obras em 17 cidades, das quais 23 serão para a retomada e conclusão de obras inacabadas, o que dá quase 40% da totalidade.
A maior parte das obras em atraso que devem ser retomadas é na área da educação, com a construção de creches, escolas, quadras e cobertura de quadras na região. Há também conjuntos habitacionais, serviços de saneamento e serviços urbanísticos.
No Vale, as cidades com mais obras previstas pelo novo PAC são Jacareí e Guaratinguetá, com seis obras cada uma. São José dos Campos e Pindamonhangaba terão cinco obras cada e Taubaté, três.
A maior parte dos empreendimentos será para a construção de moradias pelo programa Minha Casa Minha Vida, com 44 obras no Vale (73% do total) para erguer 375 unidades habitacionais, sendo que 44 delas estão com problemas de conclusão.
Há também a previsão de nove intervenções na área de educação básica, todas elas para a retomada de obras inacabadas, duas obras em saúde e o restante com uma obra em áreas diversas, como inovação e pesquisa, esporte e abastecimento de água.
CAMPINAS
Na RMC (Região Metropolitana de Campinas), o novo PAC prevê 81 obras, sendo que 24 delas (30%) estão atrasadas ou paralisadas e serão retomadas.
Campinas é a cidade com mais obras no novo programa, levando 14 do total da RMC, seguida por Sumaré (6) e Americana (6). No total, 18 das 20 cidades da região têm obras previstas pelo novo PAC.
O programa Minha Casa Minha Vida também é majoritário na RMC, com 54 obras (66% do total) para construir 772 unidades habitacionais.
A RMC ainda terá seis obras na área de educação – maior parte de retomada de construções inacabadas –, e cinco obras de saneamento e em inovação e pesquisa, além de outros empreendimentos nas áreas de combustíveis de baixo carbono, eficiência energética e urbanização de favelas.
NOVO PAC
O PAC tem previsão de R$ 1,7 trilhão em obras por todos os estados do Brasil, sendo R$ 1,4 trilhão até 2026 e R$ 320,5 bilhões após 2026. O plano foi um dos carros-chefes das gestões petistas no passado.
Do total de investimentos, R$ 371 bilhões virão do Orçamento Geral da União, o setor privado entrará com R$ 612 bilhões e as empresas estatais vão aportar R$ 343 bilhões, especialmente a Petrobras. Mais R$ 362 bilhões virão de financiamentos.
O estado de São Paulo vai receber cerca de 1.600 obras, com aporte de R$ 179,6 bilhões, ficando atrás apenas do Rio de Janeiro, que terá R$ 342,6 bilhões. “Vai ser um grande programa de investimento e, combinado com a política de inclusão que já colocamos em prática, acho que vamos voltar a surpreender os analistas econômicos do FMI [Fundo Monetário Internacional], que vão se enganar todas as vezes que nivelaram por baixo as perspectivas de crescimento econômico do Brasil”, disse o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).