Duas das regiões metropolitanas mais ricas do país, o Vale do Paraíba e a RM Campinas foram reprovadas na avaliação de investimento público em infraestrutura urbana por habitante.
É o que aponta o IDSC (Índice de Desenvolvimento Sustentável das Cidades), levantamento do Instituto Cidades Sustentáveis para avaliar todos os municípios do Brasil nos 17 objetivos de desenvolvimento sustentável estabelecidos pela ONU.
Para tanto, o IDSC avalia 100 indicadores para definir o desempenho das cidades no cumprimento dos objetivos da ONU, meta que deve ser cumprida até 2030.
Além de erradicação da pobreza, da fome e das desigualdades, da promoção de saúde, da educação e do saneamento, são avaliados os investimentos públicos em infraestrutura urbana por habitante e a participação dos empregos formais em atividades intensivas em conhecimento e tecnologia. Em ambos os quesitos, as regiões foram reprovadas.
Na infraestrutura, a RMVale teve 94,87% das cidades avaliadas no índice “muito baixo”. A RM Campinas foi ainda pior: 100% dos municípios em “muito baixo”, a pior nota do IDSC. As duas maiores cidades – São José dos Campos e Campinas – também foram reprovadas no objetivo da infraestrutura, segundo o relatório.
“Investimentos em infraestrutura e em inovação são condições básicas para o crescimento econômico e para o desenvolvimento das nações”, disse Jorge Abrahão, coordenador do Instituto Cidades Sustentáveis.
EMPREGOS EM CONHECIMENTO E TECNOLOGIA
Enquanto cidades como, São José dos Campos Taubaté e Jacareí, na RMVale, e Campinas e Indaiatuba têm avaliação acima da média para o percentual de empregos formais em atividades intensivas em conhecimento e tecnologia, as demais cidades das duas regiões enfrentam desafios nessa área, com avaliação de média para muito baixa.