A enfermeira Lucy Letby, de 33 anos, que atuava na unidade neonatal do Hospital Countess of Chester, na Inglaterra, foi detida sob suspeita de envolvimento em casos de morte de bebês prematuros.
Na sexta-feira, 18 de agosto, o Tribunal da Coroa de Manchester a considerou culpada de sete acusações de assassinato e seis acusações de tentativa de assassinato. Letby também foi inocentada de duas acusações de tentativa de assassinato.
Letby é acusada de prejudicar intencionalmente os bebês ao longo do tempo por meio de várias ações, incluindo injeção de ar intravenoso, administração de ar e/ou leite no estômago por meio de tubos nasogástricos e adição de insulina às alimentações intravenosas, que são dadas através das veias. Além disso, a enfermeira é suspeita de interferir nos tubos de respiração dos bebês e infligir traumatismos em alguns casos.
Imagens divulgadas pela polícia mostram o momento em que Lucy Letby foi detida em 3 de julho de 2018. Nas imagens, ela é vista sendo conduzida para fora de sua casa. Um policial tenta colocá-la no banco de trás do carro, enquanto ela responde que passou por uma cirurgia no joelho.
Durante uma entrevista policial, Letby foi questionada sobre as mortes na unidade neonatal. Ela permaneceu imóvel enquanto afirmava que todos os colegas de trabalho estavam cientes do aumento nas mortes de bebês.
Os pais das crianças estiveram presentes ao longo dos vários dias de julgamento - que durou mais de 100 horas ao longo de 20 dias e mais de quatro semanas - , assim como a mãe da enfermeira, que chegou a chorar e a dizer que não acreditava no que ouvia no tribunal. "Não podem estar a falar a sério. Isto não pode estar certo".
A enfermeira, que tinha cerca de 20 anos quando cometeu os crimes, pode ser a terceira mulher viva a ser condenada a uma pena de prisão perpétua.