11 de julho de 2026
HOMICÍDIO

‘O sonho dela era ser enfermeira’, diz mãe de jovem deixada morta em frente a hospital

Por Gabriel Campoy | Cruzeiro
| Tempo de leitura: 2 min
Arquivo Pessoal

Apaixonada por tatuagens e com a ideia planos de cursar Enfermagem. Essa era Mayra Barbosa, jovem de 19 anos que foi encontrada já sem vida e com sinais de espancamento em frente a um hospital de Cruzeiro na madrugada do último dia 6 de agosto (domingo). Quem relatou as intimidades da garota à reportagem foi sua mãe, dona Fernanda, que falou com exclusividade para OVALE.

Sobre as tatuagens, a mãe afirmou que Mayra ‘amava’ os desenhos na pele. Questionada se a garota tinha muitas, ela logo respondeu. “Muitas”. Assim mesmo, de forma breve. Já em relação ao curso universitário a dificuldade acesso era um pouco maior, como ela bem detalhou. “Ela sempre comentava que tinha vontade de atuar nessa área, gostava muito, mas por ter estudo apenas até a 5ª série não levava a ideia para frente”.

Leia novamente: Jovem sai de casa para ir à festa e é deixada morta em hospital horas depois no Vale

Ainda sem muitas palavras e com frases curtas, a genitora fez questão o que chamou de ‘boas lembranças’ sobre a filha. O assunto, no entanto, quando se desviava dos gostos, hobbys e planos da filha para as causas do assassinato brutal que lhe ceifou a vida, fazia ‘dona Nanda’, como é conhecida, perder o entusiasmo em falar.

Mayra tinha facilidade em fazer amizades, era extrovertida, mas tinha em seu filho, Davi Lucca, de 4 anos, a maior paixão. Segundo a mãe, a garota não media esforços pela criança. “Ela amava demais o filho dela. O Davi é uma criança incrível”.

Além do filho, a jovem de 19 anos deixa oito irmãos. Cinco por parte da mãe, além de três por parte de pai. Após os trâmites pós-morte realizados pelo IML (Instituto Médico Legal) de Guaratinguetá, para onde o corpo da jovem foi levado, Mayra foi velada e sepultada na tarde desta segunda-feira (7) em Cruzeiro.

A reportagem tentou contato com as delegacias de Lorena – onde o caso registrado – e de Guaratinguetá. Esta última é onde trabalha o delegado responsável pelo caso. Em ambas as tentativas as autoridades não responderam aos questionamentos e não detalhes do caso. A morte e a investigação, contudo, foram confirmadas.