Audiência
Em audiência pública na Câmara de Taubaté, a presidente da Funcabes (Fundação Caixa Beneficente dos Servidores da Universidade de Taubaté), Angela Petrini, reconheceu que o salário e o vale-alimentação pagos aos funcionários não são justos. Por meio de convênio com a Prefeitura, mais de 1.600 servidores atuam nas creches municipais e no ensino integral.
Sem reajuste
A presidente da fundação afirmou ainda que o convênio com a Prefeitura não prevê reajuste, mas que ela já solicitou à Secretaria de Educação que isso seja revisto. Angela afirmou que encaminhou à secretária Vera Hilst um ofício solicitando a revisão, mas ponderou que diante da atual crise financeira do município, ficou inviável o atendimento da demanda.
Cobrança
Autora do pedido de realização da audiência, a vereadora Talita Cadeirante (PSB) disse que irá pedir a convocação da secretária de Educação para prestar esclarecimentos sobre o tema. “Hoje o funcionário da Funcabes recebe R$ 1.302, mais o auxílio-alimentação de R$100. Em Pinda, um funcionário auxiliar de classe recebe R$ 1.631. Em Jacareí, R$ 1.957,15. Esses municípios têm orçamento menor do que o nosso, e ainda assim, conseguem valorizar o profissional da educação. Com todo respeito aos professores, sem os funcionários da Funcabes, a escola não funcionaria, principalmente o integral”, disse a parlamentar.
Jornada
A presidente da Funcabes também falou sobre a demanda da diminuição da carga horária de 44 horas para 40 horas, reivindicada pelos funcionários, e disse considerar alta a carga atual. Afirmou que essa reivindicação deverá ser atendida.
Servidores
Vários servidores da Funcabes usaram a tribuna para reivindicar melhores condições de trabalho e valorização, além da questão salarial, como Vania Ramos, primeira a se manifestar, que falou em nome de auxiliares e oficineiros. Ela listou as reivindicações, como adequação salarial, vale-alimentação e diminuição da carga horária. “Estamos exaustos, desvalorizados e desmotivados. As escolas e creches não funcionam sem os auxiliares”.
Reunião
Após as manifestações, muitas delas com relatos de prejuízo à saúde física e mental dos servidores e falta de respaldo, a presidente da Funcabes reconheceu sua falha como gestora e a falta de comunicação entre gestão e funcionários. Agendou uma reunião com os servidores para essa quarta-feira (9), às 18h, na sede da fundação, para elaboração de um documento que deverá ser encaminhado à Secretaria de Educação.