10 de janeiro de 2026
EXTRATERRESTRE

‘Vale dos Ovnis’: região está no epicentro da investigação ufológica no Brasil

Por Xandu Alves | São José dos Campos
| Tempo de leitura: 2 min
Divulgação
Ufólogo Edison Boaventura Jr. mostra local na praia de Ubatuba em que Ovni teria caído em 1957

O Vale do Paraíba está no epicentro da investigação mundial sobre a aparição de seres extraterrestres e de objetos voadores não identificados, os Ovnis– UFO, na sigla em inglês.

Nesse contexto, São José dos Campos é considerada a ‘Área 51’ brasileira, em referência à base da Força Aérea dos Estados Unidos, em Nevada, associada a eventos alienígenas.

Dois dos quatro casos mais emblemáticos da Ufologia brasileira aconteceram no Vale e se tornaram clássicos mundiais de supostos avistamentos de alienígenas, tema que ganhou impulso nas últimas semanas com revelações de que o governo dos EUA esconde naves e restos biológicos não humanos.

“O Vale chama muito atenção dos Ovnis por estar atrelado ao desenvolvimento na área espacial. São José é espécie de Área 51 tecnológica. Não é incomum receber relatos de avistamentos no Vale, ainda mais agora que vivenciamos uma onda ufológica sem precedentes no Brasil”, diz Edison Boaventura Jr., um dos principais ufólogos brasileiros em atividade.

Escritor, apresentador do canal ‘Enigmas e Mistérios’ e coeditor da revista Ovni Pesquisa, Boaventura conta que o primeiro caso famoso na região ocorreu na praia das Toninhas, em Ubatuba, na noite de 7 de setembro de 1957.

Pescadores que moravam no local avistaram um objeto pousar na praia. Ao tentar decolar, o objeto explodiu e lançou diversos fragmentos. Um dos pescadores pegou um dos maiores, segundo Boaventura, mas o artefato acabou confiscado pela Marinha.

Fragmentos menores foram enviados ao colunista Ibraim Sued (1924-1995), que escreveu sobre o assunto, e ao médico e ufólogo Olavo Teixeira Fontes, o primeiro a pesquisar os pedaços de metal.

Segundo Boaventura, o metal de Ubatuba passou por cientistas brasileiros, americanos e franceses, além de laboratórios e universidades. Todos os resultados indicavam alta concentração e pureza de magnésio, do tipo não encontrado na Terra e diferente do extraído de meteoritos.

“A morfologia e a química desse material indicam que não se trata de meteorito. Análise estrutural é que aparentemente é algo que foi trabalhado. Não é feita pela natureza. Em 1957, a gente não tinha na região de Ubatuba nenhuma metalurgia para fazer isso. Apenas os EUA tinham laboratórios para criar um magnésio com alto grau de pureza. É muito estranho”, diz o ufólogo, que possuiu quatro fragmentos do metal de Ubatuba.

Segundo ele, outros fragmentos estão no Museu Ovni na Argentina e na Universidade de Stanford (EUA), além de pedaços com o Garry Nolan, professor de Stanford que analisou e descobriu que os isótopos desse material do magnésio de Ubatuba eram 30% diferentes de qualquer magnésio encontrado na Terra.

“A evidência física como de Ubatuba dá um respaldo grande para o caso. A explosão de Ubatuba é um caso clássico brasileiro e um dos mais importantes juntamente com Varginha, a Noite Oficial dos Ovnis e a Operação Prato”, afirma Boaventura.