Os moradores do Majestic, na zona leste de São José dos Campos, reclamam da falta de infraestrutura e de manutenção básica do bairro, mesmo depois da regularização. Os primeiros núcleos do bairro foram regularizados em novembro de 2018.
Entre as principais reclamações enviadas à reportagem de OVALE está a falta saneamento básico. Os moradores convivem com esgoto à céu aberto e lixo acumulado na lixeira pública e em outros pontos do bairro. Outro problema é a falta de calçadas ou passeios, que em alguns casos estão tomados por mato e entulho de terra, como nas margens da Avenida Santo Antônio do Alto, uma das principais vias do bairro.
Segundo a associação que representa os moradores da região leste, o problema afeta todo o bairro, inclusive os pontos já regularizados. “Gostaria que fosse feita uma manutenção na caixa de esgoto da Sabesp, eu pago os impostos do esgoto, água pra ficar com a casa fedendo a esgoto? Acho que não mereço isso”, disse uma moradora da região.
“A gente vê uma situação dessas e é de doer o coração, nós moramos em uma cidade super rica que não precisa de dinheiro federal para realizar a manutenção da cidade e mesmo assim se encontra em um estado como este”, reclama outro morador.
A Prefeitura de São José dos Campos disse à reportagem que o bairro está em fase de regularização e obras de infraestrutura como rede de esgoto, galerias de águas pluviais, entre outros serviços, só ocorrem após a finalização do processo. Segundo o município, ainda tem um prazo para a implantação dos serviços.
Sobre a coleta de lixo, a prefeitura respondeu que o bairro já é atendido pelo serviço e que se ocorrer falha no atendimento, o munícipe deve ligar no número 156.
Em relação às calçadas, a prefeitura afirmou que é responsabilidade do proprietário do imóvel e que já faz vários tipos de manutenção, como poda e supressão de árvores, roçadas nas ruas, tapa buracos, além de bocas de lobo e estradas de terra. A prefeitura acrescentou que o bairro tem transporte público e posto médico.
O executivo não informou qual o perímetro que está pendente de regularização do bairro e explicou que a legislação prevê que o prazo para implementação da infraestrutura é de quatro anos, após o registro dos imóveis.