09 de julho de 2026
IMÓVEIS

Preços dos imóveis novos voltam a se elevar em junho, diz Abecip

Por |
| Tempo de leitura: 2 min

Os preços dos imóveis residenciais novos pesquisados em dez capitais se elevaram em 0,48% em junho, mais do que o aumento de 0,41% registrado em maio. Entretanto, no acumulado de 12 meses até junho, o ritmo de crescimento manteve a desaceleração: a elevação ficou em 12,07%, ante os 12,98% do acumulado até maio.

Os dados são do IGMI-R (Índice Geral de Preços do Mercado Imobiliário Residencial) da Abecip (Associação Brasileira de Entidades de Crédito Imobiliário e Poupança). Na comparação da média do primeiro semestre de 2023 com a média do segundo semestre de 2022, houve aumento de 5,68%.

Na cidade de São Paulo, os preços desses imóveis se elevaram em 0,50% em junho, acumulando 11,23% em 12 meses. Na comparação da média do primeiro semestre de 2023 com a média do segundo semestre de 2022, a variação foi 5,16%.

Além de São Paulo, registraram aumentos em junho, na comparação com maio: Brasília (0,68%), Rio de Janeiro (0,64%), Curitiba (0,50%), Goiânia (0,46%), Fortaleza (0,43%), Belo Horizonte (0,36%), Porto Alegre (0,15%), Recife (0,14%) e Salvador (0,12%).

No acumulado de 12 meses, além de São Paulo, tiveram elevações: Porto Alegre (13,64%), Fortaleza (12,30%), Curitiba (12,11%), Salvador (11,90%), Recife (11,88%), Brasília (11,82%), Goiânia (11,06%), Rio de Janeiro (10,92%) e Belo Horizonte (10,54%).

Já na comparação da média do primeiro semestre de 2023 com a média do segundo semestre de 2022, além de São Paulo, registraram elevações: Porto Alegre (7,54%), Goiânia (5,91%), Recife (5,90%), Fortaleza (5,87%), Rio de Janeiro (5,56%), Salvador (5,05%), Brasília (5,02%), Curitiba (4,99%) e Belo Horizonte (4,77%).

Variações diversas 

A Abecip comparou o preço médio no primeiro semestre de 2023 com os dos segundos semestres dos últimos dois anos.  Enquanto São Paulo apresentou neste ano um patamar relativamente elevado em relação à média nacional no primeiro semestre de 2021, seus resultados desaceleraram nos dois anos seguintes, ficando mais próximos à média nacional. No outro extremo, Fortaleza, Recife e Porto Alegre saíram de patamares inferiores ao da média nacional em 2021, mas tiveram aceleração nas respectivas comparações semestrais em 2022 e 2023. Já Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Curitiba, Salvador, Goiânia e Brasília seguiram o movimento do resultado agregado, acelerando entre 2021 e 2022, e desacelerando entre 2022 e 2023.

Segundo a entidade, em termos de variações reais dos preços dos imóveis residenciais no Brasil, os resultados desse primeiro semestre de 2023 contrastam com a desaceleração das variações nominais, na medida em que os principais índices de preços mantêm uma tendência clara de desaceleração no período, que por sua vez alimentam a expectativa do início de um ciclo de política monetária menos restritiva a partir do segundo semestre.

Para a Abecip, os efeitos das expectativas positivas em relação à mudança de rumo da política monetária e à aprovação de reformas estruturais têm o potencial de impactar o nível de atividades nos próximos meses, e com ele o mercado de trabalho e a evolução dos preços dos imóveis residenciais.