11 de julho de 2026
MERCADO

Aluguel de imóveis usados cresce mais de 174% no primeiro semestre de 2023 no Vale

Por Débora Brito | São José dos Campos
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Reprodução

A RMVale registrou alta de 174,05% no fechamento de contratos de aluguel de casas e apartamentos usados de janeiro a junho de 2023. Já as vendas de imóveis usados cresceram 65,42% no primeiro semestre deste ano.

Os percentuais foram divulgados pelo CreciSP (Conselho Regional de Corretores de Imóveis de São Paulo) e levam em consideração o crescimento acumulado nos primeiros seis meses de 2023 e não em relação ao mesmo período do ano passado.

Segundo o presidente do CreciSP, Augusto Viana, o alto valor dos aluguéis tem motivado mais mudanças e fechamentos de novos contratos.

“Quem estava para comprar teve que se manter na locação e o segundo ponto é o valor muito alto do contrato. Os proprietários estão pedindo valores que a maioria dos inquilinos não conseguem pagar. Com isso eles devolvem o imóvel e se mudam para regiões periféricas onde conseguem imóveis com preço mais reduzido. O pessoal está mudando muito”, comentou Viana.

A pesquisa do Conselho aponta que quase 100% das locações de junho, por exemplo, foram de imóveis devolvidos por locatários que não tinham condição de pagar o preço proposto pelo locatário.

A entidade fez a pesquisa com imobiliárias de 20 municípios da região (Aparecida, Caçapava, Cachoeira Paulista, Campos Do Jordão, Canas, Caraguatatuba, Cruzeiro, Guaratinguetá, Jacareí, Lorena, Pindamonhangaba, Piquete, Potim, São Bento Do Sapucaí, São José Do Barreiro, São José dos Campos, São Sebastião, Silveiras, Taubaté e Ubatuba).

Junho

No mês de junho, a alta das locações de imóveis usados foi de 40% em relação a maio. Já as vendas caíram 29,71% comparado ao mês anterior.

A faixa de preço das locações ficou em até R$ 1.250.  E nas vendas, mais de 53% dos imóveis negociados em junho custaram até R$ 300 mil. O meio de pagamento utilizado em mais de 40% das vendas foi o financiamento pela Caixa Econômica.

Viana explica que a queda nas vendas foi reforçada pela alta da taxa Selic, que ainda está em 13,75%, e pela expectativa de redução nas taxas de financiamento após o relançamento do Minha Casa, Minha Vida. O programa habitacional ampliou o limite de valor dos imóveis para R$ 350 mil, incluindo os usados.

“As pessoas ficaram na expectativa do anúncio do programa e acharam melhor esperar para fechar negócio de venda com taxas de juro mais baixas. Mas as locações devem continuar em alta mesmo com o Minha Casa Minha Vida, porque o déficit habitacional é muito grande”, comentou Viana.

O presidente ressalta que o mercado imobiliário aqueceu muito depois da pandemia e que eventuais quedas de vendas ou locações em alguns meses são pontuais, pois a tendência dos negócios imobiliários ainda é de alta.

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