As buscas pelos pescadores desaparecidos de Ubatuba completaram uma semana nesta terça-feira (27). Neste período, além das expedições diárias realizadas pelo GBMar (Grupamento de Bombeiros Marítimos), barcos de pesca, Jet-ski e até um helicóptero emprestado já foram usados na procura.
Almendes Alves e Adriano Camargo partiram na última terça-feira (20) em direção à Ilha de Anchieta, arquipélago pertencente à Ubatuba e que serve como uma área de proteção ambiental. No entanto, desde então os dois nunca mais foram vistos. De acordo com o GBMar, a dupla estaria em uma embarcação de alumínio, de cor escura, motor de popa e com aproximadamente 6 metros.
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As buscas se iniciaram já na manhã seguinte, após Almir Alves, irmão de Almendes, sentir a necessidade de procurá-lo por conta de uma “anormal falta de respostas”, algo dito pelo próprio rapaz.
No terceiro dia de buscas, quinta-feira (20) passada, os bombeiros marítimos encontraram uma rede no mar com pertences que, posteriormente, foram confirmados pelos familiares como sendo de posse da dupla. Estavam ali um balde, usado pelas vítimas para se colocas iscas; uma lona, uma sacola com itens pessoais, além de um maço de cigarro.
Em sua última atualização, o GBMar informou que cerca de 15 embarcações de pesca de camarões estão espalhados pela Baía do Jabaquara-Ilhabela e do Mar Virado, entre Caraguatatuba e Ubatuba, além de uma varredura realizada entre a região da Ilha de Búzios e Vitória. No entanto, a corporação afirma que, até o momento, não há sinais da vítima.
Ambos os pescadores têm filhos. Almendes, que é solteiro, é pai de um garoto, enquanto Adriano, casado, tem três filhas. A dupla é conhecida pela comunidade como ‘bons nadadores’, com passagens, inclusive, por equipes de salva-vidas de praias na região, algo que para Almir, irmão de uma das vítimas, era até pouco tempo um indicativo para acreditar que os dois poderiam estar vivos. No entanto, de acordo com um relato dado à reportagem no último domingo (25), essas esperanças já diminuíram.
“Ah não, né [encontrar o irmão vivo] Mas eu preciso entender o que aconteceu. Tenho certeza que quando eu achar a lancha que eles estavam eu vou entender. Porque o que temos até agora é muito pouco, isso me deixa intrigado. Se eu ver a embarcação tudo bem, vou saber que foi uma fatalidade, acidente, não sei. Mas nada até agora”, desabafou.
Ainda utilizando barcos de frete para procurar a dupla de pescadores e contando com a ajuda de populares, Ailton informou que os familiares seguem aceitando doações em dinheiro, via PIX, para que ele e os amigos continuem fazendo a procura pelos dois pescadores por conta própria. O Pix para quem quiser doar é: (12) 99687-3080.
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