Almir Alves, irmão de Almendes Alves, um dos pescadores desaparecidos no mar de Ubatuba desde a noite da última terça-feira (20), relatou que sua família e a de Adriano Camargo, o outro homem desaparecido, vem sofrendo com ligações desencontradas e informações falsas sobre a localização da dupla.
Em contato com OVALE, o rapaz revelou que diariamente recebe ligações de pessoas com notícias desencontradas sobre onde seu irmão estaria. “É uma maldade com nossas famílias. Estamos dia e noite procurando pelos dois, sem dormir, desgastados todos emocionalmente e fisicamente, e algumas pessoas, na maldade, insistem em ligar aqui e passar informações falsas”, disse.
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Almir ainda destacou que não nutre mais tantas esperanças de encontrar seu irmão vivo, mas que permanecerá nas buscas até achar a embarcação. Segundo ele, sua missão pessoal neste momento é “entender o que aconteceu”.
“Eu preciso [entender o que aconteceu]. Tenho certeza que quando eu achar a lancha que eles estavam eu vou entender. Porque o que temos até agora é muito pouco, isso me deixa intrigado. Se eu ver a embarcação tudo bem, vou saber que foi uma fatalidade, acidente, não sei. Mas nada até agora”, desabafou.
O irmão da vítima ainda falou sobre as buscas. Muito conhecido na comunidade, assim como seu irmão e Adriano, Almir disse que um helicóptero será cedido nesta segunda (26) para a continuação das buscas. Com uma mobilização de pessoas toda ao seu lado, o rapaz já elencou seu norte de procura até encerrar seu roteiro pelos mares do Litoral Norte: encontrar a dupla de pescadores, vivos ou mortos.
“Eu não vou parar até encontrar os dois. Pelo menos precisamos levar os corpos para que eles tenham um enterro digno. Meu irmão era guarda vida temporário, saia para pescar e passava a noite toda no mar, matando peixe, e ainda ia trabalhar no outro dia. Só paro após encontra-lo”, finalizou.
O CASO.
Almendes Alves e Adriano Camargo estão desaparecidos desde a última terça-feira (20), quando saíram de Ubatuba em destino à Ilha da Anchieta, arquipélago parte do município litorâneo.
Na última semana, após uma série de buscar, o GBMar (Grupamento de Bombeiros Marítimos) chegou a encontrar redes e alguns pertences dos dois pecadores, que logo foram reconhecidos por seus familiares.
No entanto, os corpos e a embarcação que ambos estavam seguem desaparecidos. As buscas nesta segunda-feira chegam ao sexto dia.
Ao todo, seguem procurando pelos pescadores uma lancha com três militares, mais cinco embarcações e dois jet-ski da comunidade de pescadores e familiares das vítimas.
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