11 de julho de 2026
ILUMINAÇÃO

Saud critica projeto que suspende taxa de luz em Taubaté; texto está na pauta da Câmara

Por Julio Codazzi e Pedro Boaventura | Taubaté
| Tempo de leitura: 3 min
Divulgação/PMT
Taubaté está há oito meses sem serviço regular de manutenção da iluminação

O prefeito de Taubaté, José Saud (MDB), criticou nessa segunda-feira (5) o projeto da oposição em tramitação na Câmara que visa suspender temporariamente a cobrança da taxa de luz no município. O texto, que deixou de ser votado na semana passada devido a uma manobra da base governista, está na pauta da sessão dessa terça-feira (6).

Pela proposta, de autoria do vereador Diego Fonseca (PSDB), a cobrança da taxa ficaria suspensa enquanto a Prefeitura não contasse com uma empresa terceirizada para fazer a manutenção da iluminação pública. Aplicada desde 2015, a CIP (Contribuição de Iluminação Pública) foi criada justamente com a justificativa de custear a contratação de uma empresa para prestar o serviço, que naquele ano passou a ser de responsabilidade dos municípios em todo o país – Taubaté está há mais de oito meses sem um contrato vigente.

Saud criticou o fato de o projeto não prever que o serviço possa ser executado diretamente pela Prefeitura. "Fica um negócio estranho. A Câmara está obrigando [a Prefeitura] a contratar uma empresa [terceirizada para prestar o serviço]? Eu não posso realizar [a manutenção da iluminação pública] pelos meus funcionários [da Prefeitura]?", disse o prefeito. Desde março, essa é a terceira manifestação diferente do governo emedebista sobre a proposta. Primeiro, a Prefeitura alegou ser contrária à suspensão da CIP, já que a receita de R$ 17 milhões por ano seria usada também para outros fins, como o consumo de energia elétrica do município e o pagamento de financiamentos para a implantação de lâmpadas de LED na cidade. Em maio, afirmou que "respeita a autonomia do Legislativo".

APAGÃO.
O serviço de manutenção era executado desde setembro de 2016 pelo consórcio formado pelas empresas Ilumitech e Start. O custo anual era de R$ 3,1 milhões. O consórcio atuava diariamente com cinco equipes, mas o contrato acabou no dia 30 de setembro de 2022, já que não havia mais possibilidade legal de prorrogá-lo.

Embora o fim do contrato já fosse esperado, apenas em fevereiro desse ano a Prefeitura abriu nova licitação para o serviço. O certame foi suspenso pelo TCE (Tribunal de Contas do Estado) no mesmo mês, devido a cláusulas irregulares no edital. A licitação só foi retomada no fim de maio, e prevê custo de até R$ 8,1 milhões em 12 meses. A nova empresa, que deve ser definida no próximo dia 15, terá que disponibilizar quatro equipes de manutenção por dia.

Enquanto isso, a manutenção da iluminação é feita pelo próprio município, mas de forma precária – o número de equipes até passou de uma para quatro em maio, mas o número de luminárias apagadas ainda somava 1.472 na primeira quinzena do mês passado (4,3% do total de pontos de iluminação do município).

TAXA.
Para residências, a taxa representa acréscimo de 4% a 7,5% na conta de energia elétrica. Para imóveis comerciais, varia de 4% a 10%. Para indústrias, de 2,5% a 10%.

Na eleição de 2020, Saud prometeu reduzir a alíquota da taxa de luz. Mas isso não foi feito até agora.

No início de 2023, a Secretaria de Serviços Públicos informou que estavam “sendo elaborados estudos financeiros para esta revisão, que dependem também da parametrização do sistema por parte da concessionária”. A previsão era de que os estudos fossem concluídos até junho desse ano.