23 de maio de 2026
CASSAÇÃO

Após 8 horas de sessão, Câmara cassa mandato de prefeita de Ubatuba

Por Gabriel Campoy | Ubatuba | Litoral Norte
| Tempo de leitura: 2 min
Créditos/Tamoios News
Flávia Pascoal (PL) perdeu o mandato como prefeita de Ubatuba na madrugada desta terça (30).

A prefeita de Ubatuba, Flávia Pascoal (PL), teve seu mandato cassado pela Câmara Municipal nesta terça-feira (30). A sessão parlamentar extraordinária teve duração de oito horas ininterruptas e terminou já na madrugada, por volta das 3h.

Flávia foi julgada por possíveis irregularidades na compra de pães para a merenda escolar da rede municipal de ensino. De acordo com a advogada Jaqueline Tupinambá, responsável pela denúncia, a chefe do Executivo teria feito as aquisições  no valor de R$ 730 mil por meio de uma empresa terceirizada pertencente a sua família.

O placar final da votação registrou sete votos favoráveis ao afastamento da mandatária, contra três contrários. Os votos a favor vieram de: Adão Pereira (PSB), Edelson Fernandes (Podemos), Eugênio Zwibelberg (União Brasil), Jorge Ribeiro, o ‘Jorginho’ (PV), Junior JR (Podemos), Josué ‘D menor’ (Avante) e Ita Ubagil (Cidadania). Já os contrários vieram de: Rogério Frediani (PL), Osmar de Souza (Republicanos) e Silvinho Brandão (PSD).

Seguindo o rito constitucional, o vice-prefeito de Ubatuba, Márcio Gonçalves Maciel (MDB), assume o Executivo ainda nesta terça em cerimônia de posse marcada para acontecer às 14h.

ENTENDA O PROCESSO

A denúncia contra Flávia Pascoal foi apresentada pela advogada Jaqueline Tupinambá e apreciada pelo plenário da Câmara.

No documento, Tupinambá denuncia a compra de pães, por empresa terceirizada, na padaria da família da prefeita, totalizando o valor de R$ 730 mil. Ela pede a cassação e o afastamento imediato da parlamentar.

No pedido de cassação, a advogada denunciante apontou os itens comprados pela terceirizada, de acordo com contrato. Os dados estão disponíveis no portal da transparência:

A Câmara de Vereadores de Ubatuba aprovou a abertura de comissão em sessão realizada ainda no mês de março. Sete vereadores votaram a favor e três foram contrários à abertura do processo.