11 de julho de 2026
MANIPULAÇÕES

Manipulação: atleta joseense Gabriel Domingos é suspenso do futebol por 720 dias

Por Da Redação | São José dos Campos | Rio de Janeiro
| Tempo de leitura: 2 min
Créditos: Reprodução/Instagram

O atleta Gabriel Domingos, nascido em São José dos Campos foi suspenso por 720 dias do futebol profissional pelo STJD (Superior Tribunal de Justiça Desportiva) por participar de um esquema de manipulação de resultados. Além da suspensão, o atleta terá de pagar uma multa de R$ 15 mil. Ainda cabe recurso.

Gabriel teve pena mais branda que o atleta Romário, seu ex-colega de time do Vila Nova, que banido do futebol pelo STJD e ainda terá de quitar uma multa de R$ 25 mil -- também cabe recurso. Os dois são investigado pelo Ministério Público de Goiás, no âmbito da Operação ‘Penalidade Máxima’

O atleta joseense esteve presente, inclusive, na sede do Tribunal, no Rio de Janeiro. Romário, por sua vez, participou de por videoconferência. Ambos já tiveram seus contratos rescindidos com a equipe goiana.

Gabriel iniciou sua carreira pelo São José Esporte Clube, disputando dois jogos pela equipe Sub20 em 2020. Depois, migrou para o Bahia e se profissionalizou pelo próprio Vila Nova, chegando a fazer seis jogos pela equipe profissional na atual temporada.

A reportagem entrou em contato com o jogador e sua defesa para que eles comentassem a condenação dada pelo STJD, mas não obteve retorno até a publicação deste texto.

INVESTIGAÇÃO

A investigação deflagrada pelo MP-GO iniciou-se após o próprio presidente do Vila Nova, Hugo Sérgio Bravo, descobrir um acerto de manipulação entre os jogadores de sua equipe. Ele levou o caso até a polícia e a partir daí todo o esquema começou a ser desvendado.

Romário, que acabou banido do futebol pelo STJD, foi apontado pelos procuradores como o pivô do esquema, já que, após não participar de um jogo em que deveria cometer um pênalti para fazer os apostadores lucrarem, começou a aliciar outros atletas para entrarem no esquema de fraude.

Já o atleta do Vale, Gabriel Domingos, apontado no início das investigações como apenas um intermediador entre as partes, emprestando sua conta bancária para o depósito dos valores, como bem mostrou um print divulgado pela investigação, também teve seu envolvimento provado no caso com o aprofundamento das investigações.