O Sindmetau (Sindicato dos Metalúrgicos de Taubaté) trabalha juntamente ao Governo Federal para que os carros de entrada sejam mais baratos. A informação foi divulgada em primeira-mão pelo presidente da entidade sindical, Claudio Batista, o ‘Claudião’, em entrevista concedida na última quarta-feira (3).
"A gente tem discutido com o Governo Federal a possível vinda de um carro popular, que esteja em um valor acessível para que as montadoras possam suportar o que está acontecendo. Um carro de entrada, normalmente sai da Volks de Taubaté. Não quer dizer que seja um novo carro. Pode ser o nosso Polo Track com preço acessível, que fique entre 10 e 12 mil dólares (R$ 50 a R$ 60 mil, pelo câmbio atual)", disse Claudião.
No dia seguinte, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva Lula (PT), em reunião do Conselho de Desenvolvimento Econômico, abordou o tema e disse afirmou que o preço de carros populares a R$ 90 mil estão “fora da realidade para os pobres”.
"As fábricas de automóveis não estão vendendo bem, mas qual é o pobre que pode comprar um carro popular a R$ 90 mil? Um carro de R$ 90 mil não é popular, é para a classe média. Popular é um carro mais barato, mais simples", frisou o chefe do Executivo nacional.
Atualmente, o modelo mais barato de veículo no Brasil é o Kwid, da Renault, que tem preço inicial em R$ 68,1 mil. O valor dos carros disparou nos últimos anos, especialmente na pandemia, por conta da falta de peças.
Para o programa prosperar, no entanto, será preciso uma contrapartida do governo e das próprias fabricantes. A discussão indica uma possível redução da carga tributária para os veículos de entrada. As conversas entre as partes para um carro de entrada devem prosseguir nos próximos dias.