A Abrainc (Associação Brasileira de Incorporadoras Imobiliárias) lamentou esta semana a determinação do Banco Central em manter a taxa de juros anuais em 13,75% ao ano. Isso porque, com os juros altos, a compra de imóveis também fica mais cara.
Consequentemente, os valores altos podem impedir o crescimento do setor no país. Inclusive, a entidade de classe emitiu uma nota esta semana falando sobre assunto. Na mensagem, a Abrainc defendeu uma redução na taxa de juros.
“Nos atuais patamares, os juros altos são entraves ao desenvolvimento econômico, social e principalmente à geração de empregos no Brasil”, disse a entidade.
Segundo a Abrainc, a Selic em 13,75% inibe a realização de novos investimentos e prejudica a vida de diversas empresas, nos mais variados segmentos. “Nos níveis atuais, a despesa com juros bancários compromete a saúde financeira das empresas, que ficam impossibilitadas de crescer e com dificuldades de arcarem com suas despesas obrigatórias”, diz outro trecho da nota.
Além disso, a Abrainc também pediu que Banco Central adote medidas que elevem o funding ao setor imobiliário. Uma delas seria o aumento no percentual de recursos da Poupança, que é direcionado obrigatoriamente ao financiamento de imóveis - dos atuais 65% para 70%.
Outra mudança importante para minimizar o atual patamar da Selic seria a dedução dos juros do crédito imobiliário no imposto de renda.
“Por fim, a ABRAINC reforça que a principal fonte de financiamento para compradores de imóveis populares é o FGTS, que não é influenciado pela Selic e lembra que a construção responde no Brasil por 7% do Produto Interno Bruto (PIB), 9% da arrecadação de impostos e 10% dos empregos gerados. Portanto, necessita cada vez mais de financiamento de longo prazo a juros baixos para manter-se em crescimento”, diz a nota.