11 de julho de 2026
SEGURANÇA

Em 3 meses, governo Tarcísio amplia ações das polícias, mas vê violência aumentar em SP

Por Xandu Alves | São José dos Campos
| Tempo de leitura: 2 min
Divulgação

A segurança pública foi um dos pilares da campanha eleitoral do então candidato Tarcísio de Freitas (Republicanos) ao governo do estado de São Paulo, que ele acabou vencendo, superando Fernando Haddad (PT) no segundo turno das eleições.

Desde então, o governador tem anunciado medidas para reforçar a segurança no estado e, principalmente, enfrentar o maior gargalo da área: reduzir a violência e a criminalidade no Vale do Paraíba, que tem a maior taxa de vítimas de homicídio de São Paulo desde 2010.

O principal anúncio até o momento foi o do programa 'Muralha Paulista', que reforçará o uso de câmeras de vigilância para reduzir o crime. O modelo é inspirado no CSI (Centro de Segurança e Inteligência) de São José dos Campos, sistema de monitoramento inteligente que opera mais de 1.000 câmeras na cidade.

"Precisamos atuar no sistema de monitoramento e aumento de efetivo, que virá a partir do momento que a gente consiga equacionar os problemas de carreira, daí conseguiremos contratar mais gente e colocar mais efetivo nas ruas", disse Tarcísio a OVALE, durante a campanha.

Ao final do primeiro trimestre, é possível perceber um aumento da produtividade policial em todo o estado e nas regiões metropolitanas do Vale do Paraíba e de Campinas, mas ainda sem reflexo direto na violência, que também cresceu.

INDICADORES

Segundo informações oficiais da SSP (Secretaria de Estado da Segurança Pública), dos 13 indicadores que medem a produtividade policial, considerando o período de janeiro a março, 11 subiram e dois caíram na comparação com o mesmo intervalo no ano passado.

As forças públicas de segurança prenderam 13,7% a mais neste ano do que no ano passado: 40,6 mil contra 35,7 mil. O número de armas de fogo apreendidas saltou 6,2%, com 2.772 ante 2.608 em 2022.

As ocorrências de tráfico de entorpecentes registradas pela polícia subiram 7%, com 8.697 contra 8.134. E as apreensões de drogas passaram de 1.199 para 1.890, um crescimento de 57,6%.

Por outro lado, a criminalidade também cresceu no primeiro trimestre. Dos 23 indicadores medidos pela SSP, 16 subiram no estado e seis caíram, com um mantendo-se sem alteração.

Entre os principais índices, o número de vítimas em homicídios cresceu 1,75% (755 contra 742), o total de roubos aumentou 1,6% (60,9 mil a 59,9 mil), os roubos de veículos subiram 7,2% (9.719 a 9.065) e os furtos de veículos passaram de 22,2 mil para 23,5 mil, um crescimento de 6%.

Um dos indicadores que mais caiu foi o das vítimas em latrocínios, com queda de 14% (37 a 43). Os homicídios culposos reduziram 13,6% (38 a 44).