No quinto dia da 60ª Assembleia Geral da CNBB (Conferência Nacional dos Bispos do Brasil), realizada no Santuário Nacional de Aparecida, os bispos vão começar o processo de votação da nova direção da entidade e de outros cargos para funções e serviços na CNBB pelos próximos quatros anos, até 2027.
Nesta segunda-feira (24), a partir de 12h, será realizada a eleição, por meio de urnas eletrônicas, para os próximos membros da presidência da entidade. A votação começará, por ordem, para o cargo de presidente, primeiro vice-presidente, segundo-vice presidente e secretário-geral.
As escolhas devem ser realizadas em até três escrutínios para cada cargo e os votos são secretos. Será considerado eleito aquele que atingir a maioria de dois terços dos votos no primeiro ou no segundo escrutínio.
Ao longo da semana, além dos quatro membros da presidência, os bispos também votarão pela escolha dos 12 presidentes das Comissões Episcopais permanentes, dois representantes da CNBB no Celam (Conselho Episcopal Latino-Americano) e os bispos que participarão do processo do Sínodo sobre a Sinodalidade, em Roma. Ao todo, serão 20 funções em votação.
A sessão desta manhã de segunda contará também com um balanço sobre a Campanha da Fraternidade 2023, que tem como temática a questão da fome no país, o FNS (Fundo Nacional de Solidariedade) e informes das comissões para a Amazônia e a de Mineração e Ecologia Integral da CNBB.
REGRAS DA ELEIÇÃO
Poderão votar na eleição da CNBB os bispos diocesanos, aos equiparados a eles no direito e os bispos coadjutores. Os administradores diocesanos têm direito a voto, mas não podem ser votados.
Segundo o estatuto da CNBB, apenas bispo diocesano, com idade inferior a 71 anos, pode ser eleito presidente, 1º vice-presidente e 2º vice-presidente da CNBB. Para o cargo de secretário-geral, somente bispo pode ser eleito.
Aqueles que já estiveram na presidência da CNBB por dois mandatos consecutivos não podem ser votados para um terceiro mandato imediatamente subsequente em qualquer um dos cargos.
Assim, os membros da atual presidência da CNBB estão elegíveis para um segundo mandato no mesmo cargo ou para outra função no mesmo órgão constitutivo.
Vai ser considerado eleito aquele que atingir a maioria de dois terços dos votos no primeiro ou no segundo escrutínio. Caso o mais bem votado não alcance esse número nas duas primeiras votações, segundo a CNBB, um terceiro escrutínio será feito entre os dois candidatos mais votados no segundo, elegendo aquele que obtiver a maioria absoluta. Havendo empate, será considerado eleito o mais antigo por tempo de ordenação episcopal.
Participam da Assembleia Geral os cardeais, arcebispos, bispos diocesanos, auxiliares e coadjutores, além de bispos eméritos, administradores diocesanos e representantes de organismos e pastorais da Igreja Católica, que são convidados.
A Igreja Católica no Brasil possui 278 circunscrições eclesiásticas. O número de bispos no país é de 484, dos quais 326 estão no exercício do governo pastoral de alguma Igreja Particular (na ativa) e outros 158 são bispos eméritos (aposentados).