O advogado do homem que tentou matar a companheira arrastada na rua, em Caçapava, na madrugada da última terça-feira (18), irá pedir que o agressor tenha uma internação compulsória.
Na ocasião, Gustavo Eduardo Barbosa Carvalho, de 23 anos, agrediu a companheira, de 22, até ela ficar desacordada. Ele ainda a pegou no colo e a levou até a rua, no bairro Jardim Rafael. Arrastada, ela só não foi atropelada por um ônibus porque o motorista rapidamente percebeu a situação.
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De acordo com apuração da reportagem, o homem agressor tem uma série de problemas com a Justiça e já foi preso em diversas ocasiões. Ele havia saído da prisão há 20 anos, onde estava detido pelo crime de roubo.
Carvalho ainda responde a diversos processos, um deles por ter destruído uma ala inteira do Hospital Regional de Taubaté, quando teve uma crise de abstinência por causa de drogas. Ele responde a esse crime em liberdade. O julgamento deve acontecer em breve.
Sofre a tentativa de feminicídio ocorrida em Caçapava, o advogado do agressor afirmou à reportagem que a internação compulsória do cliente é a única maneira de Gustavo ser tratado. O crime de feminicídio prevê pena de 20 a 30 anos, caso o réu seja condenado e trata-se de um crime hediondo.
"Tem as filmagens e não há como negar que ele não tenha praticado este crime. Eu acredito que uma pena corporal não vai resolver o problema, porque tem abstinência de droga, ele usa droga pesada, que é o crack (...) O que resolveria, parcialmente o caso, é a internação compulsória (obrigatória), determinada por um juiz, em um estabelecimento prisional, aonde ele poderia ser tratado e acompanhado por médicos e especialistas na área, porque se ele for para uma penitenciária, não vai ter nenhum tipo de tratamento e quando colocado em liberdade, ele vai procurar a droga novamente", disse o advogado Hélio Barbosa.
O advogado ainda ressaltou que o cliente deve ser julgado, mas levado em caso de condenação ao ‘lugar adequado’, que seria a clínica de internação. Ele ainda lembra que a casa de Custódia de Taubaté seria o ideal para a internação do agressor. “Neste caso, o meu cliente depende da droga e ele faz qualquer coisa para consegui-la”, concluiu.