A Prefeitura de São José dos Campos reduziu em 23% o valor que será utilizado em um período de cinco anos para a compra de energia verde. O contrato do município com a empresa Energizou, que foi assinado em julho do ano passado e custaria R$ 17,422 milhões no período, passou para R$ 13,299 milhões, uma redução de R$ 4,122 milhões.
Com isso, em vez de adquirir 60,2 mil MWh (Megawatt-hora) em 60 meses, a Prefeitura deve comprar 46 MWh no período.
De acordo com o município, a redução do contrato ocorreu porque o Parque Tecnológico, que era um dos 30 prédios públicos que seriam abastecidos, acabou retirado da lista, já que isso será de responsabilidade da organização gestora do espaço. Além disso, foram atualizados os dados sobre os consumos dos demais 29 imóveis – a lista inclui, entre outros, o Paço Municipal, o Hospital Municipal, a Secretaria de Educação, a Secretaria de Saúde, o Hospital Clínicas Sul, as Casas do Idoso, o Centro da Juventude e as UPAs (Unidades de Pronto Atendimento) do Putim, Alto da Ponte e Campo dos Alemães.
Além da compra de energia verde, que deve gerar uma economia de 30,5% na conta desses prédios (no comparativo com o gasto atual), a Prefeitura aposta em outras duas alternativas para reduzir os gastos. Uma deles é a implantação de três usinas de painéis solares fotovoltaicas, o que vai custar R$ 53,35 milhões durante os 26 anos de concessão. O contrato com a empresa Cápua foi assinado em outubro de 2021, mas a primeira usina deve entrar em operação apenas em junho desse ano. Com as três usinas, espera-se fornecer energia para o funcionamento da Linha Verde e abastecer prédios municipais, como escolas e unidades de saúde, com uma economia de 48%.
Além disso, a Urbam (Urbanizadora Municipal), que é controlada pela Prefeitura, investiu R$ 11 milhões na compra de uma unidade que será capaz de gerar energia limpa a partir do biogás captado no aterro sanitário. Isso deve suprir 30% da demanda por energia nas repartições municipais, com economia de 46%.