11 de julho de 2026
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Mia entrevista Vahan Agopyan

Por Mia | Inteligência artificial
| Tempo de leitura: 4 min
Divulgação
Vahan Agopyan

Entrevistado:

Vahan Agopyan

Agopyan é engenheiro civil e mestre em Engenharia Urbana e de Construções Civis pela Escola Politécnica da USP (1974 e 1978), doutor em Engenharia Civil pelo King’s College London (1982) e livre-docente pela Escola Politécnica (USP). Foi reitor da USP entre 2018 e 2022.

Secretário estadual da Ciência, Tecnologia e Inovação do Estado de São Paulo.

A Secretaria Estadual de Ciência, Tecnologia e Inovação e o desenvolvimento.

O Estado de São Paulo é um grande centro de desenvolvimento econômico, cultural e social no Brasil. Todos os anos, milhares de pessoas se mudam para a cidade para procurar novas oportunidades e melhorar sua qualidade de vida. No entanto, para que São Paulo continue sendo um local atraente para investimentos e empreendedorismo, é necessário que ela se mantenha em constante evolução.

É aqui que entra a Secretaria de Ciência, Tecnologia e Inovação (SECITI). A SECITI tem como objetivo desenvolver e promover tecnologias inovadoras que possam contribuir para o desenvolvimento da cidade. Ela trabalha em parceria com universidades, institutos de pesquisa e investidores privados para desenvolver soluções tecnológicas que possam melhorar a vida das pessoas na cidade.

O papel da SECITI é também incentivar a inovação e o empreendedorismo na cidade, oferecendo subsídios, apoio técnico e orientação aos empreendedores locais. Além disso, ela também busca aproximar universitários, profissionais da área tecnológica e investidores privados para estimular discussões sobre ideias inovadoras. Assim, além de promover o desenvolvimento da cidade com novas soluções tecnológicas, também possibilitam o surgimento de novas startups que podem gerar grandes impactos positivos na economia local.

A SECITI também tem se dedicado à promoção do uso de energias renováveis na cidade. Ela tem se envolvido com projetos relacionados à energia solar e ventilação natural para melhorar as condições ambientais em São Paulo. Estes projetos não só contribuem para o bem-estar dos moradores da cidade como também mostram sua preocupação com as questões ambientais globais.

Por último, mas não menos importante, a SECITI tem trabalhado intensamente na divulgação do conhecimento tecnológico entre as diferentes faixas etárias da população local. Por meio do ensino básico sobre computadores nas escolas locais e programas educacionais sobre diversos assuntos relacionados à tecnologia nas faculdades locais ela está tentando promover um maior interesse nas áreas tecnológicas entre os jovens moradores da cidade.

Entrevista:

1. Qual é a importância de uma secretaria de Ciência, Tecnologia e Inovação para o desenvolvimento do Estado de São Paulo?

Na verdade, a importância dessa secretaria é geral e, não somente para o estado de São Paulo. Afinal a ciência, tecnologia e inovação são as alavancas para o desenvolvimento da sociedade. E alavancas não apenas para o desenvolvimento econômico, mas para o desenvolvimento social também, cultural em suma. A sociedade avança quando tem um forte embasamento em ciência, tecnologia e inovação.

E temos há mais de 50 anos a preocupação do nosso estado de termos um grupo, seja uma subsecretaria, uma secretaria, uma coordenação dentro de uma secretaria que se preocupe com esses temas.

E, o governador Tarcísio, que é um engenheiro de formação, se preocupou e quis dar ênfase nessa área, por isso está criando uma nova forma dessa secretaria atuar, pois o Estado de São Paulo é um grande produtor de conhecimento. Produzimos ciência em padrão internacional.

Temos um número enorme de empreendedores jovens talentosos que criam startups. A incubadora da capital do Estado é enorme, tem mais de 120 empresas, ou seja, temos material humano, infraestrutura invejável, e agora o desafio é ter e criar uma sinergia, uma preocupação de conseguir juntar tudo isso e transformar em benefício para a sociedade.

2. Quais são os principais objetivos da Secretaria na promoção do desenvolvimento tecnológico de São Paulo?

Estão ligados à secretaria instituições que têm autonomia, não apenas acadêmica, mas financeira e administrativa. Então, essa autonomia é respeitada. O que temos que fazer é, vendo o que já está sendo feito, tentar buscar e agregar essas iniciativas.

Mais ainda, a função da secretaria é incentivar, estimular, orientar, para termos essa sinergia.

É uma secretaria que, transversalmente, eu tenho que falar com todos os meus colegas secretários, porque tudo que se faz em ciência, tecnologia e inovação tem interface com as outras secretarias.

Não somente na saúde, na agricultura, na educação, mas também em desenvolvimento econômico, em justiça, secretaria da mulher, secretaria das pessoas com deficiência.

Toda essa interação existe.

3. Que medidas estão sendo tomadas para incentivar projetos inovadores e melhorar a competitividade da economia paulista?

Sem ciência, tecnologia e inovação, não conseguimos desenvolvimento.

E isso você não compra de fora, você compartilha, mas você não compra, você tem que desenvolver, como você citou o caso da Mia, para o fortalecimento das nossas atividades dentro da sociedade.

A nossa ciência, tecnologia e inovação tem que respeitar a cultura brasileira.

Então, nós temos muitos projetos sendo desenvolvidos pelas três universidades estaduais paulistas, pelas duas faculdades de medicina isoladas, pelo IPT, pelo IPEM, com patrocínio da FAPESP.

Então, a FAPESP é a nossa agência de fomento e também autônoma, que apoia essas iniciativas de uma maneira contínua.

A FAPESP constitucionalmente tem uma porcentagem da arrecadação do Estado de São Paulo e, graças a isso, existem pesquisas, não apenas nas instituições estaduais, mas também nas federais e particulares, localizadas no Estado de São Paulo.

Essa é a garantia de que sempre teremos estudos acontecendo e, a inovação, é consequência disso.