11 de julho de 2026
VIOLÊNCIA

Mãe denuncia professora por racismo contra aluno em escola de São José

Por Poliana Vitorino | São José dos Campos
| Tempo de leitura: 2 min
Reprodução/ Street View
Escola fica localizada no Jardim Morumbi, zona sul da cidade

A mãe de um aluno de uma escola no bairro Jardim Morumbi em São José dos Campos, acusa uma professora de proferir ofensas racistas contra seu filho em sala de aula. Um boletim de ocorrência foi registrado na delegacia de polícia.

O caso foi na Escola Estadual Major Miguel Naked, durante a tarde de terça-feira (21). A mãe, Juliana Santos, relatou a reportagem de O VALE que, o filho de 12 anos estava no fundo da sala de aula, brincando com um colega de classe, quando a professora mandou os dois meninos irem para a diretoria. A docente teria chamado o aluno de "preto" e "chocolate".

Juliana conta que, ao buscar o filho, encontrou a criança em prantos na direção da escola. O outro menino, que também teria sido chamado de "macaco" pela professora, estava acompanhado de sua responsável que havia acionado a polícia.

Todos, incluindo a profissional de ensino, foram para a delegacia e prestaram depoimento. Os menores serão ouvidos posteriomente. O caso foi registrado como injúria racial e ninguém foi preso.

Por meio de nota, a Secretaria de Educação do Estado de São Paulo afirma que a professora terá o contrato extinto e está afastada da unidade.

Confira na íntegra:

A Secretaria da Educação do Estado de São Paulo (Seduc-SP) repudia todo e qualquer ato de discriminação dentro ou fora das escolas. A professora terá o contrato extinto e está afastada da unidade. A escola presta todo apoio ao aluno e à família.

Trabalhos de educação antirracista são desenvolvidos pela Diretoria de Ensino e as orientações serão intensificadas nas unidades. A Diretoria de São José dos Campos segue à disposição da comunidade e autoridades para esclarecimentos.

Outro caso

Juliana Santos afirma que essa não é a primeira vez que a professora ofendeu seu filho. De acordo com a mãe, no dia 6 de março o menino teria sido chamado de "boiola" pela profissional, enquanto conversava com outro colega novo na sala. No dia seguinte ao ocorrido ela procurou a direção da escola, que registrou o fato em um livro de ocorrências e disse que iria conversar com a profissional sobre o ocorrido. No entanto, a mãe diz não ter recebido nenhum retorno sobre isso.