10 de julho de 2026
CHUVAS

RMVale tem quase 90 mil pessoas em áreas de risco, aponta Cemaden

Por Xandu Alves | São José dos Campos
| Tempo de leitura: 2 min
Divulgação / Governo de SP
Área devastada pelo temporal em São Sebastião

Meio milhão de habitantes do estado de São Paulo vivem em áreas de risco, segundo informações do Serviço Geológico do Brasil, ligado ao Ministério de Minas e Energia.

O estado tem 848 áreas de risco e é o quarto do país com mais localidades consideradas perigosas aos seus moradores, em razão de deslizamentos e inundações, principalmente.

Os outros três estados com mais áreas de risco no país são Santa Catarina (2,9 mil) e Minas Gerais (2,8 mil) e Espírito Santo (1.000). Ao todo, o Brasil tem 3,9 milhões vivendo em 13,5 mil áreas de risco de desastres naturais.

Não à toa, seis cidades do litoral paulista estão em calamidade pública, de acordo com avaliação do governo federal: Caraguatatuba, Ilhabela, Ubatuba e São Sebastião, no Litoral Norte, e Guarujá e Bertioga, na porção sul.

“Estamos com equipes técnicas trabalhando no plano de reconstrução e prestando assistência humanitária às vítimas. Estão sendo distribuídos cestas básicas, kits de higiene pessoal e de limpeza das residências, kits dormitório, água e refeições”, escreveu o ministro Waldez Góes, da Integração e Desenvolvimento Regional, nas redes sociais.

O Vale do Paraíba é uma das regiões do estado com mais áreas de risco, em razão da topografia acidentada, com montanhas, especialmente as serras da Mantiqueira e do Mar.

Levantamento do Cemaden (Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais) aponta que existem 458 setores de risco para deslizamentos e alagamentos espalhados por 19 municípios da região.

Mais de 22,4 mil moradias estão nessas localidades, abrigando quase 90 mil pessoas em áreas de risco no Vale. O número supera a população de 22 cidades da região.

Em Campinas, a prefeitura monitora cerca de 18 áreas povoadas que têm risco de inundação ou deslizamento. São locais como o distrito de Sousas, Jardim São Marcos e a Vila Holândia, onde famílias sofrem com alagamentos durante o período de chuvas.

Neste ano, a Prefeitura de Campinas informou que usar R$ 83,5 milhões do superávit para custear 31 obras em locais destruídos por temporais.