10 de julho de 2026
VIOLÊNCIA

Vale começa 2023 com queda em homicídios, mas amplia a liderança da violência em SP

Por Xandu Alves | São José dos Campos
| Tempo de leitura: 2 min
Divulgação / Governo de SP
Polícia Militar

Mais um novo ano e as estatísticas da SSP (Secretaria de Estado da Segurança Pública) mantêm o Vale do Paraíba como a região mais violenta do interior do estado de São Paulo, desta vez ampliando a diferença para outras regiões.

A RMVale terminou janeiro com 29 vítimas em homicídios e uma em latrocínio, num total de 30 vítimas de crimes violentos.

Os indicadores caíram com relação a janeiro de 2022, que registrou 36 homicídios e dois latrocínios, total de 38 pessoas mortas de forma violenta.

A queda foi de 19,4% nas vítimas de homicídio e de 50% na de latrocínio, com -21% de mortes em crimes violentos.

A boa notícia para por aí. A região ampliou a diferença para Piracicaba, a segunda região mais violenta do interior de São Paulo em janeiro de 2023, com 21 mortes em homicídios e uma em latrocínio, total de 22.

A RMVale tem 36% a mais em mortes violentas do que Piracicaba. No final do ano passado, o Vale registrou 35% a mais em mortes violentas do que Campinas, que estava na vice-liderança do interior.

Na comparação com Campinas, neste ano, o fosso é bem maior. A RMC (Região Metropolitana de Campinas) acumula 16 óbitos em homicídios e dois em latrocínios, total de 18. O Vale supera a RMC em 66,6%.

Com isso, a região mais violenta do interior do estado continua concentrando 20% das mortes em homicídios e latrocínios, mesmo tendo 10% da população paulista.

Segundo o vice-governador Felicio Ramuth (PSD), o Estado está atendo à situação da RMVale.

“O governador Tarcísio [de Freiras] confirmou que o Vale é uma prioridade para o governo na área de segurança. A Agemvale vai licitar as câmeras para implantarmos o programa ‘Muralha Paulista’ na região”, disse Felicio.

O programa instalará cerca de 90 câmeras em 17 cidades do Vale Histórico e do Vale da Fé, para monitorar os principais acessos aos municípios. O investimento pode chegar a R$ 4 milhões.