O MP (Ministério Público de São Paulo) divulgou uma nota na tarde desta segunda-feira (20) para prestar solidariedade às famílias atingidas pelas chuvas fortes no Litoral Norte, além de informar que irá pedir para que membros da instituição revertam recursos obtidos por meio de Acordos de Não Persecução Penal para os fundos de auxílio aos morares. O MP também afirmou que vai apurar eventual responsabilidade de gestores locais na potencialização dos efeitos da chuva.
Leia mais: Fundo Social de SP recebe as primeiras doações para vítimas das chuvas no Litoral Norte
As cidades do Litoral Norte já chegam 1.730 desalojados e 766 desabrigados, somando mais de 2400 pessoas fora de suas casas até a manhã desta segunda-feira (20), enquanto o número de subiu para 36, sendo 35 em São Sebastião e uma em Ubatuba. Os números são dos dados oficiais divulgados no boletim das 13h pelo governo do estado de São Paulo, que montou uma força-tarefa para ajudar nas buscas e no socorro das vítimas.
Segundo o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, são ao menos 40 pessoas desaparecidas na região.
CONFIRA NOTA NA ÍNTEGRA:
Neste momento em que as autoridades e a sociedade civil se mobilizam para mitigar os danos causados pelas chuvas atípicas que assolaram o litoral norte de São Paulo, o MPSP vem a público manifestar a sua solidariedade a todas as famílias atingidas pelo episódio, notadamente as que tiveram, para além dos prejuízos materiais, o infortúnio de constar nas estatísticas que já contabilizam 36 mortos e cerca de 40 desaparecidos. Os promotores de Justiça das comarcas afetadas estão, desde domingo (19), atuando em sintonia com as autoridades no sentido de acelerar a concretização das medidas em favor dos desabrigados e desalojados. Para tanto, esta Procuradoria-Geral de Justiça fará publicar Aviso orientando os membros da instituição a reverterem os recursos obtidos por intermédio dos Acordos de Não Persecução Penal para os fundos de solidariedade destinados a este tipo de despesa. Vale ainda ressaltar que será apurada eventual responsabilidade dos gestores locais na potencialização dos efeitos das precipitações pluviométricas, mediante a falta de iniciativas na remoção de moradores de áreas de risco.