Subsídio
Devido à tendência de crescimento dos custos do serviço do transporte público, deverá ser necessária uma "maior participação do município na forma de subsídio para cobertura dos déficits operacionais", afirmou Arlindo Fernandes, diretor da Oficina Consultores, empresa responsável pelo estudo para a reestruturação do sistema em Taubaté.
Demanda
Desde março de 2021, a Prefeitura paga, como subsídio, R$ 1,50 a cada passageiro transportado pela concessionária ABC. Em audiência pública realizada na Câmara na última semana, Fernandes alertou que a demanda de passageiros não deverá alcançar o número pré-pandemia: em 2019, a média era de 5,9 milhões de pessoas, e a projeção máxima para 2023 é de 5,4 milhões.
Consultoria
A consultoria foi contratada pelo CAF (Banco de Desenvolvimento da América Latina), que firmou em junho de 2020 uma parceria de cooperação técnica não onerosa com o município – o benefício foi oferecido pelo banco após a Prefeitura assinar um empréstimo de US$ 60 milhões no fim de 2017.
Audiências
Em junho de 2022, foi realizada a primeira audiência sobre o estudo, que focou no diagnóstico do sistema - com problemas como baixa frequência de ônibus e elevados intervalos entre eles. Essa segunda audiência detalhou propostas de melhoria para o sistema, como novos trajetos, criação de linhas circulares, construção de estações de conexão no Cecap e na Rodoviária Nova e seccionamento das linhas de menor oferta.
Reestruturação
O objetivo da reestruturação, segundo a Secretaria de Mobilidade Urbana, é buscar eficiência e equilíbrio econômico do sistema. A Prefeitura terá que decidir se promove uma nova licitação para o transporte ou se prorroga por mais 10 anos o contrato com a ABC, que se encerra em junho de 2024.