10 de julho de 2026
COMPARSAS

Dupla que assaltou banco se gabava para comparsas de outros crimes cometidos no Vale

Por Thais Perez | São José dos Campos
| Tempo de leitura: 2 min
OVALE
Reprodução
Agência bancária foi roubada em fevereiro do ano passado

O funcionário que foi condenado por assaltar a agência bancária em que atuava como consultor de segurança, afirmou que havia participado de outros crimes utilizando as informações privilegiadas que tinha através do banco que trabalhava há anos.

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Condenado a 29 anos de prisão por ter sido o mentor intelectual do assalto que aconteceu em fevereiro do ano passado em São José dos Campos, o homem armou um plano para que ele e seus comparsas roubassem valores de R$ 535.623,51, além de US$ 24.000 e €$21.300.

Ele executou o crime junto com seu sócio, com quem tinha uma empresa de caminhões. Os dois teriam efetuado um roubo a um posto de gasolina e que, em Caraguatatuba, roubaram um galpão de uma empresa de entrega.

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A dupla ainda estaria planejando um roubo em São Sebastião, onde estavam observando o dono da rede farmacêutica. Os dois, no entanto, não informaram as datas e circunstâncias do crime.

Apesar das testemunhas terem apontado que os próprios responsáveis teriam se “gabado” dos crimes, os dois foram investigados apenas pelo crime do assalto ao banco.

Os parceiros de crime dizem se conhecer desde crianças e que estudaram juntos no colegial. O sócio do funcionário do banco acabou confessando o crime do assalto ao banco, mas afirmou que seu amigo não teve participação.

O CASO.
O caso aconteceu no dia 2 de fevereiro de 2022, na agência bancária do Itaú em frente ao Parque Santos Dumont, na zona central de São José. Considerada de difícil fuga, a agência fica em uma área movimentada e longe de acessos à rodovias.

Contudo, com um plano envolvendo pelo menos sete pessoas, criminosos conseguiram subtrair valores de R$ 535.623,51, além de US$ 24.000 e €$21.300. Um dos homens, apontado como o “líder intelectual” do grupo, trabalhava na agência bancária como consultor de segurança, um cargo de confiança.

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Durante o roubo, nenhuma sala ou cofre foram arrombados e três criminosos conseguiram entrar com facilidade em áreas restritas do banco, com senhas e chaves conseguidas pelo funcionário do banco.

O homem já havia sido gerente da mesma agência, sendo conhecido por todos os funcionários. Segundo o que a polícia apurou, ele teria conseguido chaves e senhas de três portas de segurança que dão acesso ao cofre, que também estava aberto no dia do assalto.

Oportunamente, ele auxiliou a gerente do banco na época a trocar a senha de uma das salas restritas, o que a deixou sem alarme. Além disso, a fechadura de uma das portas havia sido trocada recentemente, por um prestador de serviço indicado pelo funcionário.

Os três homens que conseguiram invadir a agência chegaram e fugiram em dois carros que estavam com placas clonadas. Um deles foi encontrado incendiado em uma rua após a fuga.