11 de julho de 2026
DESAPARECIMENTO

'Não sei mais o que dizer para minhas filhas', diz esposa de homem desaparecido em Guará

Por Gabriel Campoy | Guaratinguetá
| Tempo de leitura: 2 min
Reprodução/Redes Sociais
Felix Nascimento com a esposa

“Que horas meu pai volta?” Esse, segundo Ketlin Nascimento, esposa de Felix Nascimento, é o questionamento mais constante de suas filhas em relação ao pai, desaparecido há 10 dias após sair de casa para vender trufas em Guaratinguetá.

De acordo com a mulher, a falta do pai é sentida pelas duas meninas, mas Anna Beatriz, a mais nova, de 1 ano, bastante apegada ao pai, é quem pergunta dele diariamente. A mãe afirma que não sabe mais o que responder para a filha.

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“Eu não sei mais o que eu digo para minhas filhas. A gente tentou mascarar no início, dizer que o papai delas tinha saído para trabalhar, mas o tempo passa e ela vive me questionando ‘quando ele volta’. Sinceramente, me falta psicológico para aguentar tudo isso”, disse a mulher.

Em um vídeo que a reportagem de OVALE teve acesso, a caçula Anna Beatriz se debruça sobre uma porta e questiona por várias vezes: “É meu pai? É meu pai? ”. A mãe, no fundo, visivelmente emocionada, responde de forma negativa.

AJUDA.
Ketlin Nascimento afirmou à reportagem que vem mantendo sua casa através da doação de cestas básicas desde que o marido sumiu. Felix era funcionário da Padaria Nova Geração, no bairro Vila Brasil, e havia sido dispensado há poucos dias quando desapareceu. Segundo a esposa, o rapaz tinha um valor para receber do estabelecimento, que estaria se negando a repassá-lo para a mulher.

“Eu estou vivendo por doação de cestas básicas. A padaria que o Félix trabalhava tem um dinheiro devendo para ele, mas eles afirmaram que só irão pagar com a assinatura dele. Desse jeito é difícil. Tenho dificuldades em casa, para pagar aluguel, para fazer compra, colocar combustível no carro”, desabafou.

Ainda segundo a mulher, amigos do jovem, inclusive antigos colegas de padaria, estão realizando vaquinhas e ajudando com as cestas básicas. “Os próprios colegas dele de padaria estão me ajudando. Recebo doação, cesta básica, algum dinheiro. A padaria não me responde”, completou.

A reportagem tentou contato para ouvir a proprietária da Padaria Nova Geração por telefone em seis oportunidades, nos períodos da manhã, tarde e noite. No entanto, nenhuma das ligações foi atendida.

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