11 de julho de 2026
GOLPE

Em redes sociais, falso médico anunciava serviços utilizando fotos roubadas

Por Thais Perez | São José dos Campos
| Tempo de leitura: 2 min
OVALE
Reprodução
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Preso pela Polícia Civil de São José dos Campos nesta terça-feira (31) e solto nesta quarta, Fábio de Cunha Machado, falso médico que atuava em São José dos Campos e é suspeito de dois homicídios, oferecia serviços médicos através de uma conta no Instagram.

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O suspeito foi preso pelos crimes de uso de documento falso, exercício ilegal da medicina, falsificar, corromper e adulterar ou alterar produto destinado a fins terapêuticos, ou medicinais. Contudo, após audiência de custódia, a Justiça concedeu liberdade provisória ao acusado por considerar que ele não empregou violência no crime.

No Instagram, intitulado Life Care 012, Fábio postava fotos de procedimentos estéticos que alegava realizar, mas as fotos eram roubadas de outros profissionais, contendo até mesmo a marca d'água de outros médicos. Em outro post, ele afirma que vende produtos farmacêuticos. "Produtos farmacêuticos. Entrar em contato via whatsapp para detalhes. Medicações desenvolvidas de forma personalizada para cada tipo de tratamento e baixo custo", ele anuncia.

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Em outro post, ele afirma que realiza Estética Facial avançada e que atende no bairro Vila Ema. Um número de whatsapp é divulgado por ele. OVALE consultou o número, buscando contato com Fábio, mas não obteve resposta. Na página, ele também anuncia produtos não relacionados como um fone de ouvido, um umidificador e lentes de contato coloridas.

OUTROS CRIMES.
O acusado estava sendo procurado em Pernambuco por ser o principal suspeito na morte do jovem Adonias Ferreira da Costa, encontrado em estado avançado de decomposição em novembro do ano passado. De acordo com a perícia, foram encontrados vestígios de pelo menos cinco substâncias de uso controlado no organismo de Adonias. Segundo testemunhas, há possibilidade de Fábio ter se aproximado da vítima através de um aplicativo de relacionamentos.

Em 2016, Fábio foi acusado de outro crime, em Guarulhos, pelo qual foi preso. Na época, Fábio e sua mãe foram acusados pela morte de Silas Morellis, aposentada de 84 anos. Ela foi encontrada em um tambor em sua própria casa. A mãe de Fábio era cuidadora da vítima, que teria sido dopada e colocada nesse local, cimentado pelo filho. O caso ficou conhecido como "crime do tambor".

No mesmo ano, Fábio foi preso na cidade de Jenipapo de Minas, em Minas Gerais, onde estava atendendo pessoas, passando-se por médico.