O falso médico Fábio da Cunha Machado, preso em flagrante nesta terça-feira (31), foi solto após passar audiência de custódia nesta quarta (30). Além de ter sido flagrado com receitas médicas falsas e com diversos medicamentos controlados em sua casa, Fábio é suspeito de dois crimes de homicídio, um em Guarulhos e outro no estado de Pernambuco.
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A Justiça considerou que, apesar de reprovável, "o delito foi perpetrado sem violência ou grave ameaça à pessoa", concedendo liberdade provisória ao homem, que foi indiciado pelos crimes de uso de documento falso, exercício ilegal da medicina, falsificar, corromper e adulterar ou alterar produto destinado a fins terapêuticos, ou medicinais.
Entre as condições do benefício, estão o comparecimento obrigatório e bimestral do acusado em Juízo, proibição de ausência do município por oito dias ou mais e recolhimento domiciliar no período das 20h até às 6h, e aos finais de semana, o dia todo.
Fábio foi preso após trabalho de campo dos policiais civis que flagraram o suspeito saindo de uma farmácia de medicamentos manipulados no Jardim Satélite, carregando remédios de uso controlado. Em seu apartamento, na Rua Paraibuna, foram encontrados documentos falsos, receitas médicas em branco, carimbos e diversos sedativos de uso controlado. O acusado foi encaminhado à cadeia de Caçapava.
Em um perfil no Instagram, o homem aparece oferecendo serviços de estética facial avançada. "Resultados garantidos", ele dizia em uma postagem com erros de ortografia e uma foto sua. Até o momento, não há indício de que ele tenha atendido pessoas na cidade.
OUTROS CRIMES.
O acusado estava sendo procurado em Pernambuco por ser o principal suspeito na morte do jovem Adonias Ferreira da Costa, que foi encontrado em estado avançado de decomposição em novembro do ano passado. De acordo com a perícia, foram encontrados vestígios de pelo menos cinco substâncias de uso controlado no organismo de Adonias. Segundo testemunhas, há possibilidade de Fábio ter se aproximado da vítima através de um aplicativo de relacionamentos.
Em 2016, Fábio foi acusado de outro crime, em Guarulhos, pelo qual foi preso. Na época, Fábio e sua mãe foram acusados pela morte de Silas Morellis, aposentada de 84 anos. Ela foi encontrada em um tambor em sua própria casa. A mãe de Fábio era cuidadora da vítima, que teria sido dopada e colocada nesse local, que foi cimentado pelo filho. O caso ficou conhecido como "crime do tambor".
No mesmo ano, Fábio foi preso na cidade de Jenipapo de Minas, em Minas Gerais, onde estava atendendo pessoas, passando-se por médico.