11 de julho de 2026
CRÉDITO

Em menos de 2 meses, pacote de obras de R$ 86 milhões em Taubaté já tem 3 alterações

Por Julio Codazzi | Taubaté
| Tempo de leitura: 2 min
Reprodução
Construção de nova sede da Prefeitura de Taubaté foi abortada

Menos de dois meses após a sanção da lei que autoriza a Prefeitura de Taubaté a contratar operações de crédito de até R$ 86 milhões junto ao governo estadual, o governo José Saud (MDB) já alterou a maior parte da lista de projetos que seriam financiados com esse recurso.

No texto elaborado pelo prefeito e que foi aprovado pela Câmara no fim de novembro de 2022, o emedebista citava três projetos que receberiam os recursos: a construção de um novo Paço Municipal, a retirada de postes da região central do município e a duplicação do viaduto da CTI.

O texto foi sancionado em 7 de dezembro. De lá para cá, o governo Saud já desistiu de dois dos projetos. A construção do novo Paço, que tinha custo estimado de R$ 36 milhões, foi abortada após a gestão emedebista decidir transferir a sede da Prefeitura para o imóvel da Unitau (Universidade de Taubaté) que fica na Praça da Eletro e deixará de ser usado pelo Grupo Pão de Açúcar. Já a duplicação do viaduto da CTI, que custaria R$ 19 milhões, não será mais feita – no pacote de alterações viárias implantado no fim de dezembro, o viaduto passou a ter sentido único, com as duas faixas levando do bairro para o Centro. Com isso, a duplicação deixou de ser considerada urgente.

CRÉDITO.
Das três obras previstas inicialmente, a única que segue nos planos é o rebaixamento da fiação elétrica da região central, mas o custo estimado passou de R$ 23,5 milhões para R$ 30 milhões.

Além disso, outra obra será incluída no pacote: a construção de um viaduto em frente ao Atacadão, sobre a Via Dutra, para ligar os distritos industriais do Una 1 e do Una 2. O custo estimado é de R$ 20 milhões. “O sistema viário lá é deficiente e esse viaduto inclusive servirá ao projeto de anel viário que temos trabalhado”, alegou o governo Saud.

Embora esses dois projetos somem R$ 50 milhões, a gestão emedebista informou que irá solicitar à Desenvolve SP (Agência de Desenvolvimento Paulista) acesso às linhas de crédito no total de R$ 86 milhões, o que permitirá que outros projetos sejam adicionados ao pacote posteriormente.