11 de julho de 2026
POLICIAMENTO

Forças de segurança prendem 23 pessoas por dia na RMVale em 2022, aponta SSP

Por Xandu Alves | São José dos Campos
| Tempo de leitura: 2 min
Divulgação
Polícia Militar na RMVale

As forças públicas de segurança prenderam 23 pessoas por dia no Vale do Paraíba, em média, no ano passado, de acordo com dados de produtividade policial da SSP (Secretaria Estadual de Segurança Pública).

Nesse intervalo, foram efetuadas 8.229 prisões na região, o que representou um aumento de 1,4% na comparação com as 8.114 prisões realizadas em 2021.

Trata-se também do primeiro aumento na quantidade de prisões na região depois de dois anos seguidos de queda. Em 2021, o número de prisões caiu 5% comparado a 2020, que havia caído 21% ante 2019.

Mesmo com o aumento das prisões neste ano, a média de pessoas detidas ainda é uma das menores da série histórica da SSP, que começa em 2000. Nesse período, as forças de segurança do Vale já chegaram a registrar 9.992 prisões em 2013, média de 27 pessoas detidas por dia.

Desde então, a média de presos caiu enquanto a RMVale se tornou a região com a maior taxa de vítimas de homicídio do estado de São Paulo, marca alcançada desde 2010.

Em 2022, a região registra 5.340 pessoas presas em flagrante e 2.889 por mandado, com queda na quantidade de prisões em flagrante (-3%) e aumento de 12% nas por mandato, na comparação com 2021, que teve 5.524 e 2.590, respectivamente.

Quanto ao número de jovens apreendidos pelas polícias, o Vale registra 688 no ano passado contra 759 em 2021, uma queda de 9%. É o sétimo ano consecutivo de redução no total de adolescentes apreendidos na região, número que bateu o recorde em 2015 e 2014, com 2.420 e 2.231 jovens apreendidos.

Leia mais: Com 378 mortes em homicídio e latrocínio em 2022, Vale tem ano mais violento desde 2016

POSITIVO

Na avaliação do consultor José Vicente da Silva Filho, ex-secretário nacional de Segurança Pública e coronel da reserva da Polícia Militar, a queda do número de prisões na região é fruto de trabalho na área social e de investimentos em segurança, não de uma suposta redução da atividade policial.

“Há menos crimes e menos atividade criminosa na região, de forma geral, e a polícia acaba prendendo menos. As cidades também se beneficiam de trabalho social nos últimos anos e de bons índices da segurança no estado”, afirmou o especialista.

Segundo ele, a evolução na Polícia Militar nos últimos 20 anos também contribui para o bom desempenho no estado e na região, sem esquecer a questão social.