10 de julho de 2026
PRESIDÊNCIA

Bolsonaro gastou mais de R$ 190 mil em São José e R$ 117 mil em Campinas

Por Xandu Alves | São José dos Campos
| Tempo de leitura: 2 min
Divulgação
Bolsonaro discursa em evento no Parque Tecnológico São José dos Campos

Os gastos do cartão corporativo do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) no Vale do Paraíba e da RMC (Região Metropolitana de Campinas) mostram maior quantidade de pagamentos na cidade de São José dos Campos.

O cartão da Presidência da República foi utilizado 45 vezes no maior município da RMVale, somando um montante de R$ 190,1 mil em pagamentos, média de R$ 4.226 por cada vez que foi acionado.

Em São José, o maior gasto de Bolsonaro com o cartão foi com suporte para operações de aeronaves, no aeroporto da cidade, com 36 utilizações do cartão somando R$ 122 mil. Em seguida, o ex-presidente gastou R$ 27 mil em dois pagamentos a um hotel no Jardim Colinas, na região oeste.

Na avenida Ademar de Barros, na região central, o cartão presidencial mostra pagamento de R$ 15,6 mil em uma única vez numa padaria. Em outra, na avenida Nelson D’Avila, três gastos somaram R$ 12 mil.

Bolsonaro também pagou R$ 8.200 e mais R$ 5.000 em equipamentos de áudio para eventos em São José.

A segunda cidade com o maior montante no cartão corporativo é Campinas, onde foi acionado 13 vezes com pagamentos que somam R$ 117,8 mil na totalidade.

Foram gastos R$ 13 mil de uma única vez em uma padaria, R$ 81,1 mil em sete pagamentos em um hotel e R$ 11,8 mil numa loja gourmet, que também vende produtos de padaria, confeitaria e doces.

Pindamonhangaba é a terceira cidade com mais gastos do cartão, chegando a R$ 81,2 mil em seis pagamentos.

Na sequência, aparecem as cidades de Guaratinguetá (R$ 42 mil em seis utilizações), Indaiatuba (R$ 38,7 mil / 4 vezes), Aparecida (R$ 27,2 mil / 2 vezes). Lorena (R$ 3.177 mil / 1 vez) e Americana (R$ 1.595 / 24 vezes).

O curioso é que o menor gasto foi registrado na cidade de Cachoeira Paulista, na RMVale, com R$ 700 em único pagamento. A empresa que contabilizou o gasto do cartão corporativo de Bolsonaro tem a sua atividade principal como funerária, e secundariamente como “comércio varejista de outros produtos não especificados anteriormente”.

Em supermercado de Pindamonhangaba, o cartão do ex-presidente foi usado apenas uma vez, com gasto de R$ 17,98, o menor valor individual entre todos os pagamentos nas duas regiões metropolitanas. Num restaurante der Americana, o valor ficou em R$ 408, o segundo menor da planilha.

Depois dos R$ 122 mil gastos com aeronaves em São José, os dois custos mais altos pagos com o cartão foram em hotéis, em Campinas (R$ 84,1 mil) e Pindamonhangaba (R$ 63,9 mil).