A principal vitrine do governo Tarcísio de Freitas (Republicanos) já ganhou seu nome: PPI (Programa de Parceria de Investimentos), que vai comandar a interação do governo estadual com o setor privado. Ou seja, será responsável por captar recursos e investimentos para São Paulo.
O PPI será pilotado pela recém-criada Secretaria de Parcerias em Investimentos, comandada por Rafael Benini, que trabalhou com Tarcísio no Ministério da Infraestrutura e depois na campanha do republicano. Benini é graduado em Administração de Empresas e mestre em Ciências Econômicas.
“Nossa ideia é garantir a expansão da infraestrutura no território paulista, unindo qualidade de projeto e tarifas adequadas ao consumidor”, disse Benini.
Ao lado de Benini estará o vice-governador e ex-prefeito de São José dos Campos Felicio Ramuth (PSD), indicado por Tarcísio para presidir o Conselho Estadual de Desestatização.
Privatizar, conceder serviços públicos e atrair investimentos privados serão a coluna cervical do governo Tarcísio, e Felicio está na linha de frente do caminho que poderá fazer do governador de São Paulo um nome forte para as eleições presidenciais de 2026.
Guardadas as devidas proporções, o PPI de Tarcísio assemelha-se ao PAC (Programa de Aceleração do Crescimento) que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) lançou em 2007 e que projetou Dilma Rousseff (PT) no cenário nacional. Após os dois mandatos de Lula, a petista tornou-se a primeira mulher a comandar o país.
O lado ‘político’ do PPI de Tarcísio ficou claro nas palavras de Felicio durante a primeira agenda oficial como governador em exercício na última terça-feira (17), em reunião com prefeitos e prefeitas do Vale do Paraíba.
Na ocasião, Felicio disse aos mandatários do Vale que o PPI vai servir de instrumento para comparar as gestões de Tarcísio e Lula, deixando nas entrelinhas o embate que pode ocorrer em 2026 – ou com um candidato apoiado por Lula, que vem negando disputar a reeleição.
“O PPI vai ser uma grande ferramenta para a população comparar as gestões estadual e federal. Temos convicção de que trazer recursos privados e fazer concessões vai gerar investimentos, empregos e acelerar a infraestrutura do estado. Esse é o nosso jeito de fazer gestão”, disse o vice-governador.
“O governador Tarcísio está convicto de que o estado e país vão ganhar muito com isso, e depois a população vai poder fazer uma comparação das gestões e ver o quanto conseguimos atrair investimentos e gerar empregos por meio do PPI.”
Felicio também sinalizou para manutenção de projetos feitos pelo governo do PSDB, partido que comandou o estado por quase 30 anos e saiu derrotado da última eleição. Mesmo assim, a sigla ainda é forte no interior.
“Tarcísio está muito motivado para oferecer para o estado as melhorias de cada área. Não é um governo de ruptura: há muitos projetos bons em andamento e que permanecerão em andamento ao logo da nossa gestão. Vamos trazer mudanças sem ruptura, reconhecendo o que é bom e aprimorando a prestação de serviço em todo o estado e na nossa região”, afirmou Felicio.
TAMOIOS
Após ter sido a maior obra viária dos governos João Doria e Rodrigo Garcia, do PSDB, a Rodovia dos Tamoios também se torna vitrine de Tarcísio de Freitas (Republicanos).
Na última terça-feira (17), como governador em exercício, Felicio Ramuth (PSD) anunciou em São José dos Campos quase R$ 1 bilhão em investimentos do Estado em obras e equipamentos para a Tamoios.
Serão R$ 300 milhões como aditamento do contrato com a Concessionária Tamoios, responsável por administrar a rodovia, para retirar parte de um barranco que caiu na estrada e causa um desvio há sete anos no trecho de planalto. Também serão aplicados R$ 600 milhões para a compra de equipamentos que serão instalados nos túneis dos contornos da Tamoios.