11 de julho de 2026
EDUCAÇÃO

Retomada da ciência: universidades do Vale comemoram nomeação de Ricardo Galvão ao CNPq

Por Thais Perez | São José dos Campos
| Tempo de leitura: 2 min
OVALE
Agência Brasil
Pesquisador assumiu cadeira de comando na pasta

A nomeação de Ricardo Galvão, ex-diretor do INPE (Instituto Nacional de Pesquisas Aeroespaciais), para a direção do CNPq (Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico), é vista com otimismo pelos representantes de instituições da região. Nesta semana, o pesquisador assumiu a presidência da pasta com a promessa de recuperar a valorização da ciência.

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Indicado pela Ministra de Ciência, Tecnologia e Inovação, Luciana Santos, a expectativa é de que Ricardo Galvão faça reajustes e o descongelamento das bolsas do CNPq. “É preciso fazer no mínimo um ajuste inflacionário. Esse é o parâmetro que a gente está utilizando”, disse a ministra.

De acordo com a ANPG (Associação Nacional dos Pós-Graduandos), as bolsas de pesquisa não são reajustadas desde 2013.

Nara Fortes, reitora da Unitau (Universidade de Taubaté), endossa que a notícia não é somente boa para as universidades do país, mas principalmente para as instituições da região. “Nós dependemos desse financiamento, [a indicação] é um grande avanço para pesquisa e valorização da ciência”, afirma a professora.

Atualmente, a Unitau possui 74 bolsas, sendo elas provindas do Capes e do CNPq, entre alunos de mestrado e doutorado, em diversas áreas de atuação. “Quem tinha bolsa, continuou, mas não tivemos novas vagas. Não conseguimos avançar”, explica a reitora.

A Univap (Universidade do Vale do Paraíba) também vê com otimismo e enxerga a abertura de oportunidades na valorização das bolsas. “Tão importante quanto o fomento das bolsas, é preciso que elas tenham regularidade”, afirma Leandro Raniero, pró-reitor de Pesquisa da Univap.

A universidade possui projetos e pesquisas em diferentes áreas. “As bolsas são o que fomentam nossos laboratórios e elas permitem que o pesquisador tenha uma dedicação completa ao projeto, permitindo com que os resultados sejam mais promissores”, completa o pró-reitor.

Ricardo Galvão é físico formado pela USP (Universidade de São Paulo) e ocupou a presidência do Inpe entre 2016 e 2019, quando foi exonerado pelo ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), que acusou o instituto de mentir sobre dados da alta do desmatamento na Amazônia.