11 de julho de 2026
POLÍTICA

Bolsotrump: ao repetir o Capitólio, bolsonarismo acende alerta mundial

Por Xandu Alves | São José dos Campos
| Tempo de leitura: 2 min
Reprodução
Bolsotrump

A expressão ‘Bolsotrump’ apareceu em um livro de historiadores lançado pela Editora FGV em maio de 2022, mas nunca fez tanto sentido quanto nestes primeiros dias de janeiro de 2023, durante a saga de violência contra os alicerces da República.

Assim como nos Estados Unidos, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) contestou o resultado das eleições e não admitiu a vitória de Luiz Inácio Lula da Silva (PT), a quem negou a tradicional passagem da faixa presidencial.

Os ataques à democracia de Bolsonaro alimentaram seus apoiadores mais radicais, que transformaram Brasília no ‘Capitólio brasileiro’, exatos dois anos após seguidores do ex-presidente Donald Trump atacarem o parlamento americano.

O estado de violência contra as instituições brasileiras acendeu um alerta em todo o mundo democrático. Tão logo as cenas de terrorismo em Brasília ganharam o mundo, as manifestações de repúdio aos bolsonaristas extremistas vieram de todos os cantos do planeta.

Na opinião de vários especialistas estrangeiros, que se manifestaram na imprensa internacional e nas redes sociais, as imagens chocantes de bolsonaristas radicalizados tiveram o objetivo de abalar os alicerces da democracia brasileira e transmitir a imagem de que o sistema democrático pode ser vilipendiado.

Jornais franceses chegaram às bancas na terça-feira (10) chamando a atenção para a fragilidade da democracia brasileira, além de cobrar uma rigorosa investigação e punição aos radicais da extrema direita. Teme-se que a onda antidemocrática tome o  mundo em ondas de ataques.

E não só a França cobra posição do Brasil, mas nações democráticas de todo o mundo esperam que o país dê exemplo e puna os golpistas antidemocracia. O presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, chamou o episódio de “ultrajante”, assim como a invasão ao Capitólio em 6 de janeiro de 2021.

O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da China, Wang Wenbin, afirmou que o governo chinês apoia as medidas do governo brasileiro em defesa da estabilidade política. “Nos opomos firmemente aos ataques sofridos pelas autoridades, e Pequim apoia as medidas tomadas pelo governo brasileiro para acalmar a situação. Sob a liderança do presidente Lula, o Brasil manterá a estabilidade nacional e a harmonia social”.