11 de julho de 2026
VIOLÊNCIA

Jovem que raspou o cabelo de ex diz que teria 'terminado o trabalho' caso ela não fugido

Por Jesse Nascimento | Especial para OVALE
| Tempo de leitura: 2 min
OVALE
Vale 360 News
Delegacia de Tremembé

Acusado de raspar cabelo da ex-namorada em Tremembé disse que se ela não fugisse "terminaria o trabalho". A frase foi dita em um áudio enviado pelo suspeito à ela. A Polícia Civil investiga o caso, que aconteceu na segunda-feira (9). 

Leia mais: Jovem de 19 anos é preso após agredir e raspar cabelo de ex-namorada, de 16, em Tremembé

Segundo a polícia, o jovem de 19 anos teria atraído a ex-namorado, de 16 anos, já com o pretexto de agredi-la. A adolescente saiu do trabalho e foi levada pelo agressor para um lugar ermo, sob o pretexto de que poderiam reatar o namoro. De acordo com o delegado Carlos Eduardo, os dois conversaram e houve desentendimento. Em determinado momento, segundo o delegado, o autor chegou por traz da vítima e passou a máquina zero no centro da cabeça. Houve uma luta corporal e vítima conseguiu fugir.

A polícia só foi informada dos acontecimentos na terça-feira (10), quando a vítima e mãe estiveram na delegacia para prestar queixa. No Distrito Policial, a menina chorava por ter sido agredida. Na ocasião, foram apresentados ao delegado áudios enviados por ele a ela.

Em um dos áudios, de acordo com o delegado, o autor disse que se ela não tivesse fugido "terminaria o trabalho". O jovem relatou em depoimento, que teria sido traído e estava sendo humilhado. "Ele queria, que ela ficasse com esse sentimento, de humilhação. E que toda vez, que ela olhasse o cabelo faltando, ela lembrasse dele. Ele disse isso. Ele queria que ela sofresse a mesma humilhação que ele sofreu", contou o delegado.

Nesta terça, o delegado pediu a prisão preventiva do acusado, que foi acatada pela Justiça. Na audiência de custódia, o juiz manteve a prisão e o jovem segue à disposição da Justiça. Ele vai responder por lesão corporal, injúria real e ameaça

O delegado Carlos Eduardo espera o laudo do IML (Instituto Médico Legal) para finalizar o inquérito e remeter ao Ministério Público, que vai decidir se oferece ou não denúncia contra o jovem. O caso segue em investigação.