11 de julho de 2026
NOVO GOVERNO

‘Região do Vale acaba sendo uma exceção no estado’, diz secretário de Segurança Pública

Por Xandu Alves | São José dos Campos
| Tempo de leitura: 2 min
Divulgação / SSP
Guilherme Derrite (centro) é o novo secretário da Segurança Pública de São Paulo

O novo secretário da Segurança Pública de São Paulo, Guilherme Derrite, disse que reduzir a violência no Vale do Paraíba é prioridade para o governo Tarcísio de Freitas (Republicanos).

A região tem a maior taxa de vítimas de homicídio por 100 mil habitantes do estado desde 2010, com mais do que o dobro da média estadual.

Em entrevista ao Bom Dia SP, da TV Globo, Derrite confirmou que a SSP (Secretaria de Estado da Segurança Pública), que ele passa a comandar, vai agir para reduzir a violência no Vale.

“O Vale é uma preocupação nossa. São Paulo vem reduzindo os homicídios de forma geral, mas há alguns pontos que nos preocupam, e a região do Vale é um deles. O primeiro ponto é a mudança da gestão, da cúpula das polícias no Estado, com policiais que tem histórico operacional, de combate ao crime e de autonomia para o delegado da área”, afirmou o secretário.

Derrite disse que vai apostar na inteligência policial e na integração entre as polícias Civil e Militar para reduzir o número de vítimas de homicídio na região, a única no interior a superar mais de 300 mortes por ano.

“O Vale tem uma característica peculiar, por ser próxima ao Rio de Janeiro, tem a questão do tráfico de drogas. Tem que estudar quais são os crimes que levam ao homicídio e aí é o trabalho de inteligência da polícia e integração com a Polícia Militar, que vai ser um marco da nossa gestão”, disse Derrite.

Segundo ele, a região do Vale “acaba sendo uma exceção dentro do estado de São Paulo, e é pauta da nossa gestão”. A meta é ampliar a integração entre as polícias Civil e Militar. “O delegado que está indo para lá [Waldir Antônio Covino Júnior , novo diretor do Deinter-1] é alguém capaz de fazer esse problema e a integração que falta com a PM”.

CÂMERAS CORPORIAS

Na mesma entrevista, Derrite disse negou que a gestão estadual irá acabar com o programa de câmeras corporais da Polícia Militar, o "Olho Vivo". O secretário chegou a se manifestar contra as câmeras anteriormente. "Não iremos acabar com o programa Olho Vivo das câmeras. Não iremos, é o meu compromisso e do governador", afirmou Derrite.

Na semana passada, em entrevista à rádio Cruzeiro, de Sorocaba, ele afirmou que iria rever o programa e que uma das suas primeiras medidas foi pedir o estudo da FGV (Fundação Getúlio Vargas) que mostra que o uso de câmeras portáteis nos uniformes de policiais militares de São Paulo evitou 104 mortes, uma redução de 57%, em relação ao período anterior em que a medida entrou em vigor.

"Ela foi instalada com uma intenção de fiscalização e controle que é aceitável, tem sua funcionalidade. Nós queremos, além da fiscalização e controle, acoplar a câmera do policial ferramentas que vão combater o crime. Como, por exemplo, leitura de placa de veículos roubados. Isso pode ser instalado na câmera", disse o secretário.