É claro que o debate público sempre foi acalorado. Todavia, a recente escalada de violência em manifestações no Brasil nos deixa uma questão: no futuro, todos serão radicais?
Se a criação de líderes se dá primariamente por sua conexão com o povo, só podemos concluir que é preciso, desde já, promover a mudança para melhor. Caso contrário, viveremos um círculo vicioso de polarização e ódio.
Cada indivíduo preocupado com o futuro tem como missão, portanto, provocar o debate alicerçado em fatos, bem como incentivar a busca pela verdade acima de quaisquer projetos políticos.
Na modernidade líquida, com Tik Toks e grupos de WhatsApp, devemos nos esforçar para que não perpetuemos as más práticas daqueles que tanto criticamos. Neste contexto, há alguns dias uma linha importante foi cruzada.
Quem conhece a capital federal sabe de seu espírito de monumentalidade. Para os reais patriotas Brasília é terra sacrossanta, devendo ser amada e protegida a todo custo. Ao queimar o carpete do Salão Verde nas manifestações de 8 de janeiro, queimaram também a bandeira nacional e tudo que ela representa. Atacar a capital federal é atacar o Brasil.
Se da juventude de hoje surgirão os líderes do futuro, valho-me este espaço para fazer uma convocação: não nos deixemos render pelo extremismo. Esqueçamos direita e esquerda, é hora de defender a República.
Um Brasil melhor para o futuro será construído com informação, justiça e muito amor à Pátria e às instituições. Apenas uma juventude justa será capaz de construir um país mais correto.