O vice-presidente do Brasil e ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio, Geraldo Alckmin (PSB), usou as redes sociais na manhã desta segunda-feira (2) para defender um pacto no país pelo combate à desigualdade social.
O mesmo tema foi um dos destaques dos discursos do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) durante a cerimônia de posse, neste domingo (1º), em Brasília. Lula falou no Congresso Nacional e no Palácio do Planalto, após subir a rampa.
“Ao povo brasileiro, agradeço cada voto que fez nossa chapa chegar até aqui e faço coro ao chamado de Lula. É hora de união por um pacto contra a desigualdade inaceitável que está na raiz dos males que enfrentamos no Brasil”, escreveu Alckmin em sua conta no Twitter.
A publicação vai ao encontro do slogan escolhido para representar o governo de Lula e Alckmin, que é “União e reconstrução”. Também tenta servir como apelo pela despolarização do país e a reunificação das pessoas em torno de um projeto para libertar o Brasil da fome e da miséria, chagas que voltaram com força.
O vice-presidente ainda apontou que o dia 1º de janeiro “ficará marcado na história pela vitória da democracia e da esperança com a posse do presidente Lula como o 39º presidente da República Federativa do Brasil. A ele, devo gratidão pela confiança em ter-me como seu vice-presidente e também ministro”.
Alckmin ainda repostou frase de Lula usada nos discursos da posse: “Nenhuma nação se ergueu nem poderá se erguer sobre a miséria de seu povo. Se a esperança venceu o medo, o amor venceu o ódio, agora é hora de nós, brasileiros e brasileiras, unidos, vencermos a desigualdade e construirmos um novo país”.
As postagens de Alckmin estão em sintonia com as declarações de Lula no discurso da posse, quando o petista disse no Congresso que vai retomar o Bolsa Família e combater a fome.
“Este compromisso começa pela garantia de um Programa Bolsa Família renovado, mais forte e mais justo, para atender a quem mais necessita. Nossas primeiras ações visam a resgatar da fome 33 milhões de pessoas e resgatar da pobreza mais de 100 milhões de brasileiras e brasileiros, que suportaram a mais dura carga do projeto de destruição nacional que hoje se encerra.”
E também com o discurso de Lula no Palácio do Planalto, diante da multidão, quando chorou ao falar da fome e da desigualdade.
“A fome é filha da desigualdade, que é mãe dos grandes males que atrasam o desenvolvimento do Brasil. A desigualdade apequena este nosso país de dimensões continentais, ao dividi-lo em partes que não se reconhecem.”