09 de julho de 2026
GOVERNO

Sem propostas para o Vale, Lula assume governo com plano genérico e promessas

Por Xandu Alves | São José dos Campos
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Divulgação
Lula e Geraldo Alckmin

Responsável por 68% das exportações brasileiras de aeronaves nos últimos três anos e 10 meses, o Vale do Paraíba não apareceu nas propostas do presidente eleito Luiz Inácio Lula da Silva (PT) para o novo governo.

Com desafios prementes em áreas prioritárias como segurança pública, saúde, educação, mobilidade, indústria e social, a região não foi citada no programa de governo do petista entregue ao TSE (Tribunal Superior Eleitoral). Também não apareceu nas propostas apresentadas por Lula em site na internet.

Aliás, as metas do novo governo do petista nesta plataforma online abarcam questões genéricas, sem aprofundar temas fundamentais para o país, como reforma tributária, infraestrutura, desigualdade, meio ambiente e produtividade industrial.

Lula foi criticado durante a campanha eleitoral por não apresentar um plano detalhado de governo. Antes do primeiro turno, o petista chegou a dizer que “não precisa fazer promessas”.

A campanha do presidente eleito divulgou, em junho deste ano, duas diretrizes do plano de governo que vinham sendo elaboradas pela coligação de apoio a Lula. Em agosto, o texto genérico de 21 páginas foi protocolado no TSE. A campanha sugeria, no entanto, que um texto final detalhado seria apresentado, o que não aconteceu.

O próprio texto enviado no TSE foi tratado como um “ponto de partida para um amplo debate nacional”. Eleito presidente para seu terceiro mandato, Lula concluiu a indicação dos seus 37 ministros na quinta-feira (29).

PLANO

Genericamente, Lula informou em seu plano de governo que as metas a partir de 2023 serão combater a pobreza e a desigualdade social, reduzir a inflação e realizar a reforma tributária logo nos primeiros meses do ano que vem.

Lula apresentou o plano como um “programa de reconstrução e transformação do Brasil”, com um regime fiscal baseado na credibilidade, previsibilidade e sustentabilidade para atrair investimentos – o que reforço durante os debates do segundo turno.

Além da questão social, uma das áreas mais citadas pelo petista foi a ambiental, também uma das mais criticadas do governo Bolsonaro. Nesse aspecto, Lula deu pistas mais concretas de que perseguirá o desmatamento zero da Amazônia, de que reforçará o trabalho do Inpe (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais), em São José dos Campos, e de que contará com parcerias internacionais para desenvolver a região Amazônica, sem perder a soberania.