Das duas empresas que disputam o contrato para elaboração do projeto executivo da segunda fase da Linha Verde, apenas uma foi habilitada na fase da documentação da licitação promovida pela Prefeitura de São José dos Campos. Trata-se do consórcio formado pelas empresas ABS Engenharia e Multiplano Engenharia, ambas com sede em São Paulo.
Já a empresa RA Rocha Engenharia, de Brasília (DF), foi inabilitada por não atender todas as exigências do edital. Caso não haja nenhuma alteração na fase de recursos, o certame prosseguirá apenas com o consórcio.
O passo seguinte será a abertura das propostas financeiras – o valor máximo é de R$ 2,97 milhões. A empresa vencedora terá seis meses para elaborar o projeto.
SEGUNDA FASE.
Essa segunda fase da Linha Verde é o Anel Viário Leste, que terá duas etapas: uma ligará o Terminal Intermunicipal até a região da Igreja da Cidade e da Faculdade de Medicina; a outra, até o Parque Tecnológico.
Ao contrário da primeira fase da Linha Verde, em que foram construídas vias exclusivas para os VLPs (Veículos Leves sobre Pneus), nessa segunda fase os novos trechos poderão ser utilizados por todos os veículos, inclusive os particulares. A ideia da nova via é permitir a interligação de toda a cidade sem a necessidade de uso da Dutra.
A expectativa da Prefeitura é de que o projeto executivo esteja concluído até junho de 2023. É esse projeto que irá apontar o custo e o prazo para construção do Anel Viário Leste – posteriormente, outra licitação será aberta para a execução da obra.
PRIMEIRA FASE.
Com 14 meses de atraso, a primeira fase da Linha Verde teve o traçado completo liberado no início de dezembro de 2022, com as duas últimas estações de embarque e desembarque. Antes, outras sete haviam entrado em operação no fim de julho, e quatro no fim de outubro. Ao todo, são 13 estações. O traçado de 17 quilômetros liga o Campo dos Alemães ao Terminal Intermunicipal e ao Centro.
A obra da primeira fase, que custaria inicialmente R$ 55,832 milhões, ficou em R$ 77,83 milhões. Desse valor, R$ 30 milhões foram aportados pelo governo estadual e o restante pelo município. Somados todos os contratos, o custo da primeira fase da Linha Verde chegou a R$ 193 milhões. O cálculo inclui R$ 60,9 milhões com desapropriações, R$ 39 milhões para a compra de 12 VLPs e equipamentos de recarga das baterias, R$ 5,459 milhões pela supervisão da obra, R$ 7,8 milhões pelas estações e R$ 2 milhões para a rede semafórica inteligente nos cruzamentos com as vias.