11 de julho de 2026
REAJUSTE

Cartão Mesa Taubaté terá aumento de R$ 50 por mês no valor para moradores de baixa renda

Por Da Redação | Taubaté
| Tempo de leitura: 2 min
Divulgação/PMT
Cartão substituiu cesta básica que era distribuída pela Prefeitura

Após um ano da criação do programa, os 3.900 moradores de baixa renda que recebem o Cartão Mesa Taubaté terão o primeiro reajuste no valor do benefício. O aumento, que entrará em vigor em 2023, será de R$ 50 por mês, passando de R$ 129 para R$ 179 – um acréscimo de 38,75%.

O reajuste era uma reivindicação constante dos moradores, já que o programa havia sido criado no início de 2022 com um valor inferior ao que havia sido prometido pelo prefeito José Saud (MDB) na eleição de 2020 – e também inferior ao custo da cesta básica que era distribuída pela Prefeitura e foi substituída pelo cartão.

Na campanha de 2020, Saud dizia que o cartão teria crédito mensal de R$ 160 – esse valor, atualizado pela inflação acumulada desde então, representaria R$ 192,62 atualmente. Já a cesta básica que a Prefeitura distribuiu até o fim de 2021 custava R$ 138.

O decreto que reajusta o valor do cartão não cita o impacto financeiro da medida. Mas, como o programa atende 3.900 moradores, o custo adicional deve ficar em R$ 2,34 milhões por ano – já o custo total do programa chegaria a R$ 8,377 milhões por ano.

Até então, apenas os servidores da Prefeitura que recebem o Cartão Cesta Básica haviam sido beneficiados por reajuste no valor – em julho de 2022, o crédito mensal para o grupo passou de R$ 128,11 para R$ 178,11; têm direito ao benefício cerca de 2.500 funcionários com salário de até R$ 2.602,04.

ENTRAVES.
Além do valor do benefício para os moradores de baixa renda, que segue abaixo do prometido, dois outros compromissos relacionados ao Cartão Mesa Taubaté ainda não foram cumpridos.

Um deles é de ampliar o número de beneficiários para 8 mil famílias. Mesmo somando as pessoas em situação de vulnerabilidade e de extrema vulnerabilidade social e os servidores, o número está em 6.400. A meta era injetar R$ 25 milhões por ano na economia local. O número atual está em R$ 13,7 milhões.

Outra promessa que deve ficar no papel é a possibilidade de comprar material escolar com o cartão. O governo Saud alega, agora, que isso é impossível, pois a compra pelo cartão ficaria mais cara do que a forma utilizada hoje pela Prefeitura.