O Brasil em alerta.
O país acumula 32 dias com tendência de alta na quantidade de mortes por Covid-19, com a média diária de 134 óbitos pela doença.
A média de casos confirmados está em 36 mil casos por dia e já chegou a ficar quatro dias acima de 40 mil.
No total, metade dos brasileiros tomou a dose de reforço das vacinas contra a Covid-19 e quase 10 milhões de crianças estão totalmente imunizadas. Esses números precisam aumentar, segundo a avaliação de autoridades em saúde.
O maior perigo para o mundo e o Brasil de uma nova de Covid-19 na China é o surgimento de novas variantes do coronavírus, efeito que tem provocado picos de casos, internações e mortes pela doença no país e no Vale do Paraíba.
Os períodos com mais casos e mortes confirmadas foram marcados pela disseminação de vírus com mutações, como vem ocorrendo desde novembro de 2022 com a chegada de uma subvariante da Ômicron, que já é uma variante do coronavírus.
“O que está acontecendo na China seria muito parecido com o que aconteceu no Brasil no pico da variante gama (início de 2021). Só que, na população chinesa, não se conta aos milhões, se conta aos bilhões", disse o médico Alexandre Naime, vice-presidente da SBI (Sociedade Brasileira de Infectologia).
Segundo ele, o risco de surgir novas variantes é bastante real em razão das dificuldades que a China tem para vacinar toda a população com as doses de reforço, especialmente os mais velhos.
“Estudos científicos já mostraram que os idosos chineses não gostam de vacinar, porque seguem a medicina tradicional chinesa, que não inclui vacina. Esse é um ponto muito importante. É outra cultura”, afirmou Naime.
Se o governo chinês não conseguir controlar a disseminação do vírus nesta nova onda, os impactos no mundo começarão a ser sentidos já no começo do próximo ano.
“Toda variante mais perigosa acontece quando a transmissão está descontrolada. Sempre que você tem uma taxa de transmissão altíssima, o vírus encontra o ambiente ideal para se reproduzir em alta escala", disse o vice-presidente da SBI.
RMVALE E CAMPINAS
Foram confirmados quase 7.000 novos casos de Covid-19 no Vale do Paraíba na última semana, isso sem contar os dados de São José dos Campos, que vem registrando perto de 2.000 novos infectados em sete dias. A situação é de preocupação. Em 23 dias, dezembro contabiliza quase 30 mil casos da doença, superando os três meses anteriores. Em Campinas, o aumento é um pouco mais brando, mas ainda assim preocupante: 2.746 novos contaminados e 15 mortes em uma semana.