09 de julho de 2026
CIBERNÉTICA

Com unidade no Vale, multinacional apura danos de ataque hacker

Por Xandu Alves | São José dos Campos
| Tempo de leitura: 2 min
Divulgação
Unidade da Iochpe-Maxion em Cruzeiro

A empresa Iochpe-Maxion, cuja principal unidade no Brasil fica em Cruzeiro, divulgou um comunicado ao mercado nesta segunda-feira (19) informando que segue atuando para apurar os danos do ataque hacker que sofreu no começo de dezembro.

O ataque cibernético atingiu, em 5 de dezembro, redes e servidores da empresa, que é especializada na produção de rodas e componentes estruturais para a indústria automotiva. Segundo a companhia, o incidente atingiu unidades da empresa no Brasil e no exterior.

“A Companhia, junto com um grupo de assessores especializados, segue atuando de forma diligente e empregando todos os seus esforços para identificar as causas do incidente, apurar a sua extensão e mitigar os seus efeitos”, informou a Iochpe-Maxion em comunicado direcionado ao mercado.

“Todas as plantas industriais da Companhia, no Brasil e no exterior, estão em operação, avançando-se consistentemente nas soluções para a retomada gradual e segura dos seus sistemas.”

ATAQUES

De acordo com um levantamento da Check Point Software, o número médio de ataques hackers semanais a organizações cresceu 40% em 2021 em comparação a 2020. No Brasil, o aumento foi ainda mais significativo, com uma média semanal de 967 ataques e crescimento de 62%.

Segundo a Febraban (Federação Brasileira de Bancos), mais de 145 milhões de operações financeiras virtuais são feitas diariamente no Brasil. Ao mesmo tempo, crescem no país os casos de sequestro de dados.

Até o final de 2022, os meios de pagamento devem movimentar no Brasil cerca de R$ 3 trilhões, o que significa 21% a mais do que no ano anterior, de acordo com projeção do Relatório de Tendências Zoom, que também registrou um crescimento de 469,9% nos pagamentos realizados sem contato pessoal no Brasil, em 2020.

“A rede utilizada nas transações financeiras precisa ter segurança máxima, não apenas para evitar o roubo de dados, mas, também, para que o pagamento não seja direcionado a outro recebedor ou a outra rede. Ou seja, para que nenhuma transação seja roteada”, disse Samuel Honorato, diretor de Produtos e Expansão da TNS.