Da sete maiores cidades do Vale do Paraíba, quatro registraram aumento na taxa de homicídios em 2021 na comparação com o ano anterior, segundo os dados mais atualizados da SSP (Secretaria de Estado da Segurança Pública).
O crescimento reflete no resultado de toda a região, que tem a maior quantidade de homicídios no interior do estado de São Paulo desde 2009 – única a ultrapassar 300 vítimas de homicídio por ano nesse período.
Com isso, a RMVale e suas principais cidades se tornam um desafio para a segurança pública na novo gestão estadual a partir de 1º de janeiro de 2023, a cargo do governador eleito Tarcísio de Freitas (Republicanos) e do vice-governador Felicio Ramuth (PSD).
De acordo com os dados da SSP, Taubaté é a cidade da região com o maior aumento percentual na taxa de homicídios por 100 mil habitantes, com o indicador variando de 9,68 em 2020 para 14,86 em 2021, um crescimento de 53% entre os dois períodos.
A taxa de Taubaté no ano passado é a maior desde 2016, quando a cidade registrou 17,54 homicídios para cada 100 mil habitantes.
São José dos Campos aparece em seguida, com aumento de 21% na taxa de homicídios: 6,28 no ano passado contra 5,17 em 2020. Também é a maior taxa da cidade desde 2017, quando o município registrou 6,69.
Pindamonhangaba fechou 2021 com 17,6 de taxa de homicídios, 7,9% acima do índice do ano anterior, de 16,3. Foi a maior taxa da cidade desde 2016, quando teve 20,32 homicídios por cada 100 mil habitantes, segundo a SSP.
A quarta cidade do Vale com aumento na taxa é Caraguatatuba, que registrou 2,4% de crescimento no indicador: 6,42 para 6,58, fechando o ano passado com a maior taxa desde 2017 (6,67).
Outras três cidades da região com dados da SSP reduziram a taxa de homicídios entre 2021 e 2020, como aponta a SSP. Guaratinguetá diminuiu em 34% (14,32 a 21,85), Jacareí reduziu em 35% (9,6 a 14,82) e Ubatuba em 7,7% (7,87 a 8,53).
O grave na região é que as cidades com taxa acima de 10 por 100 mil estão em “zona epidêmica para a violência”, de acordo com classificação da OMS (Organização Mundial da Saúde). Em 2021, estavam nessa situação Guaratinguetá, Pindamonhangaba e Taubaté.